Dissertação
Efeito agudo de diferentes estratégias de aquecimento no desempenho das corridas de média e longa distância
Registro en:
ALVES, Micael Deivison de Jesus. Efeito agudo de diferentes estratégias de aquecimento no desempenho das corridas de média e longa distância. 2023. 103 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2023.
Autor
Alves, Micael Deivison de Jesus
Institución
Resumen
Introduction: The influence of warm-up as an ergogenic strategy has been widely
studied. However, the effects of intensity and different protocols applied in medium
and long-distance runners still remain inconclusive. Purpose: To verify the acute
effect of active warm-up on middle and long-distance running performance.
Methods: This study used two investigations: 1) The systematic review was
conducted in PubMed, SPORTDiscus, Scopus and Web of Science databases.
Studies were included that investigated possible acute effects of warm-up on
exhaustion test (TTE) or time trial (TT) performance in middle- and long-distance
runners. 2) Randomized crossover study with the participation of thirteen longdistance runners (34 ± 10 years, 62 ± 6 kg, distance in Cooper Test 3311 ± 245
meters). The athletes performed two 5000 m time trials, preceded by two warm-up
conditions, separated by 72 hours of recovery. A standard warm-up of 500 m
continuous run (70% of the Cooper Test), followed by two warm-up protocols: high
intensity: 3×250 m (100% of the Cooper Test) or low intensity: 3×250 m (70% of the
Cooper Test). Countermovement Jump (CMJ), rating of perceived exertion (RPE),
blood lactate concentration (BLa) tests were applied, and running performance in
the 5000 m TT was quantified. The T-test for dependent samples was used to
compare the final time in TT, RPE, and internal session load (ILS). Then, two-way
repeated measures analysis (ANOVA), was performed to check the effect of time
and condition, followed by Bonferroni post hoc. Results: 1) The systematic review
included 31 studies. In 42% of the studies there was improvement and in 12%
detrimental effects on performance. The protocols effective on performance were
characterized by combining continuous running and/or moderate to high intensity
sprints, and adding drop jump, mobility exercises, static stretching or breathing,
weighted or cooling vests, or thigh cooling packs. On the other hand, isolated static
stretching protocols were the most detrimental to performance. Running distances
≥3200 m was improved between 1-5.7%, shorter distances had improvements
between 1-5.9%, and in TE the improvement was between 2.9-15.4%. However,
detrimental effects on performance occurred between 3.3-24.5%. Furthermore,
transition period ≥15 min was present in the effective protocols. 2) In the original
study, better performance was observed in the 5000 m CR after high intensity warmup when compared to low intensity warm-up (1141.4 ± 110.4 s vs. 1147.8 ± 111.0
s; p = 0.03; Hedges' g = 0.66). CMJ was improved after the high intensity warm-up
(pre vs. post warm-up) (p = 0.008). Post-warm-up BLa was higher in the
experimental condition (3.5 ± 1.0 vs. 2.3 ± 1.0 mmol/l; p = 0.02), similar results for
RPE (p = 0.002) and ILS (p = 0.03). Conclusion: Continuous running and/or sprints
of moderate to high intensity alone or combined with other ergogenic strategies
promote improvement in middle- and long-distance running. We evidenced that
performance in the 5000 m TT improved after a warm-up structured by high-intensity
sprints. The transition period ≥15 min showed greater effectiveness in recovery and
performance enhancement. Introdução: A influência do aquecimento como estratégia ergogênica tem sido
amplamente estudada. No entanto, os efeitos da intensidade e dos diferentes
protocolos aplicados em corredores de média e longa distância ainda permanecem
inconclusivos. Objetivo: Verificar o efeito agudo do aquecimento ativo no
desempenho das corridas de média e longa distância. Métodos: O estudo foi
realizado com duas investigações: 1) A Revisão sistemática foi realizada nas bases
de dados PubMed, SPORTDiscus, Scopus e Web of Science. Foram incluídos,
estudos que investigaram possíveis efeitos agudos do aquecimento no
desempenho do teste de exaustão (TE) ou contrarrelógio (CR) em corredores de
média e longa distância. 2) Estudo cruzado randomizado com a participação de
treze corredores de média e longa distância (34 ± 10 anos, 62 ± 6 kg, distância no
Teste de Cooper 3311 ± 245 metros). Os atletas realizaram duas corridas CR de
5000 m, precedido por duas condições de aquecimento, separadas por 72 horas
de recuperação. Um aquecimento padrão composto por uma corrida contínua de
500 m (70% do Teste de Cooper), seguido pelos protocolos de aquecimento: alta
intensidade: 3×250 m (100% do Teste de Cooper) ou baixa intensidade: 3×250 m
(70% do Teste de Cooper). Foram aplicados os testes de Countermovement Jump
(CMJ), percepção de esforço (PE), concentração de lactato sanguíneo (LAC), e
quantificado o desempenho no CR de 5000 m. O Teste T para amostras
dependentes foi utilizado para comparar o tempo final no CR, PE e carga interna
da sessão (CIS). Em seguida, a análise de medidas repetidas de duas vias
(ANOVA), foi realizada para verificar o efeito do tempo e da condição, seguido do
post hoc de Bonferroni. Resultados: 1) A revisão sistemática contou com 31
estudos incluídos. Em 42% dos estudos houve melhora e em 12% efeitos
prejudiciais no desempenho. Os protocolos efetivos no desempenho, foram
caracterizados por combinar corridas contínuas e/ou sprints de moderada a alta
intensidade, e adicionarem drop jump, exercícios de mobilidade, alongamento
estático ou respiração, coletes com peso ou de resfriamento ou pacote para coxa
de resfriamento. Por outro lado, os protocolos isolados de alongamento estático
foram os mais prejudiciais ao rendimento. As corridas ≥3200 m foram melhoradas
entre 1-5,7%, distâncias inferiores tiveram melhorias entre 1-5,9% e no TE a
melhora ocorreu entre 2,9-15,4%. Por outro lado, efeitos prejudiciais no
desempenho ocorreu entre 3,3-24,5%. Além disso, o período de transição ≥15 min
minutos esteve presente nos protocolos efetivos. 2) No estudo original, foi
observado melhor desempenho no CR 5000 m após aquecimento de alta
intensidade quando comparado ao de baixa intensidade (1141,4 ± 110,4
s vs. 1147,8 ± 111,0 s; p = 0,03; g de Hedges = 0,66). O CMJ apresentou aumento
significativo sob o aquecimento de alta intensidade (pré vs. pós aquecimento) (p =
0,008). A LAC pós-aquecimento foi maior na condição experimental (3,5 ± 1,0 vs.
2,3 ± 1,0 mmol/l; p = 0,02), resultados semelhantes para PE (p = 0,002) e CIS (p =
0,03). Conclusão: Corridas contínuas e/ou sprints de moderada a alta intensidade
isoladas ou combinadas com outras estratégias ergogênicas promovem melhora
em corridas de média e longa distância. Além disso, o desempenho no CR 5000 m
melhorou após um aquecimento estruturado por sprints de alta intensidade. O
período de transição ≥15 min apresentou maior efetividade na recuperação e
potencialização do rendimento. São Cristóvão