Trabalho de conclusão de curso de graduação
O consumo alimentar da população brasileira em insegurança alimentar: resultados do inquérito alimentar da POF - 2017-2018
Fecha
2023-07-05Registro en:
SILVA, Emily Emerick Martins da. O consumo alimentar da população brasileira em insegurança alimentar: resultados do inquérito alimentar da POF - 2017-2018. 2023. 28 f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Nutrição) - Instituto de Saúde e Sociedade, Universidade Federal de São Paulo, Santos, 2023.
Autor
Silva, Emily Emerick Martins da [UNIFESP]
Institución
Resumen
Introdução: A insegurança alimentar e nutricional envolve inúmeros fatores, que vão desde a fome até a imposição de padrões de consumo alimentar que não respeitam a individualidade cultural de um indivíduo. Assim, é necessário compreender os padrões de consumo alimentar dentro desse cenário, para que seja possível identificar os grupos mais vulneráveis e suas carências de acesso ao direito humano à alimentação adequada. Objetivos: Avaliar o consumo alimentar da população brasileira em insegurança alimentar. Métodos: Foram avaliadas as dimensões de insegurança alimentar e o consumo alimentar a partir de dados secundários disponíveis através da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018. A Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) foi utilizada para avaliar diretamente o nível de segurança alimentar e nutricional no domicílio em 4 categorias (segurança alimentar, insegurança alimentar leve, moderada e grave), enquanto o consumo alimentar foi avaliado por meio de recordatórios alimentares de 24 horas. Os alimentos foram classificados de acordo com o grau de processamento e em grupos e subgrupos alimentares. Resultados: O consumo alimentar foi diferente entre os níveis de (In)SAN, sendo que a participação em kcal de alimentos in natura ou minimamente processados foi mais expressiva entre a população em insegurança alimentar e nutricional (IAN). Além disso, o consumo de frutas, legumes e verduras se mostrou muito mais expressivo na população em SAN, ainda que não tenham atingido a recomendação de ingestão diária estabelecida pela OMS em nenhum nível de (In)SAN. Por outro lado, os grupos cereais, feijões e outras leguminosas, farinhas e ovos foram consumidos em maior frequência pelos domicílios em IAN. Conclusão: Os resultados obtidos demonstram a importância da ampliação de políticas públicas que garantam o acesso a uma alimentação de qualidade e em quantidade suficiente para as populações em maior vulnerabilidade alimentar, respeitando a diversidade e a cultura alimentar.
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