Trabalho de conclusão de curso de graduação
Solidão da mulher negra e a negação das afetividades como herança do período escravocrata
Fecha
2023-07-10Registro en:
MACARIO, Arielly Silva. Solidão da mulher negra e a negação das afetividades como herança do período escravocrata. 2023. 33 f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Serviço Social) - Instituto de Saúde e Sociedade, Universidade Federal de São Paulo, Santos, 2023
Autor
Macario, Arielly Silva [UNIFESP]
Institución
Resumen
A solidão da mulher negra e a negação das afetividades são questões intrincadas que têm suas raízes profundamente ligadas ao legado do período escravocrata. Ao longo da história, as mulheres negras foram submetidas a um sistema de opressão que depreciava sua humanidade, relegando-as a um papel de mão de obra explorada e objeto de desejo sexual. Essa realidade histórica deixou cicatrizes duradouras, as quais ainda se refletem na experiência contemporânea das mulheres negras. Negação das afetividades imposta às mulheres negras escravizadas teve profundas repercussões nas gerações subsequentes. A solidão, como consequência dessa negação, persiste até os dias atuais. As mulheres negras muitas vezes carregam o peso da exclusão, sentindo-se isoladas e desvalorizadas tanto na sociedade em geral quanto nos espaços afetivos. Infelizmente, as narrativas estereotipadas e racistas continuam a perpetuar a invisibilidade e a desvalorização da experiência emocional da mulher negra. O presente estudo tem como objetivo analisar a solidão da mulher negra e a negação das afetividades como herança do período escravocrata The loneliness of black women and the denial of affectivities are intricate issues that have their roots deeply connected to the legacy of the slavery period. Throughout history, black women were subjected to a system of oppression that depreciated their humanity, relegating them to the role of exploited labor and object of sexual desire. This historical reality has left lasting scars, which are still reflected in the contemporary experience of black women. This denial of affectivity imposed on enslaved black women had profound repercussions on subsequent generations. Loneliness, as a consequence of this denial, persists to this day. Black women often carry the weight of exclusion, feeling isolated and devalued both in society in general and in affective spaces. Unfortunately, stereotypical and racist narratives continue to perpetuate the invisibility and devaluation of black women's emotional experience. The present study aims to analyze the loneliness of black women and the denial of affectivity as a legacy of the slavery period.