Dissertation
Geoquímica elementar com ênfase em elementos terras raras em mármores do Bloco São Gabriel no Escudo Sul-Rio-Grandense
Registro en:
PARISI, Giovani Nunes. Geoquímica elementar com ênfase em elementos terras raras em mármores do Bloco São Gabriel no Escudo Sul-Rio-Grandense. 2018. 49 f. Orientador: Delia Del Pilar Montecinos de Almeida. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação Em Tecnologia Mineral-PPGTM, Universidade Federal do Pampa, Caçapava do Sul, RS, 2018.
Autor
PARISI, Giovani Nunes
Institución
Resumen
Dissertação Mestrado em Tecnologia Mineral A presente dissertação apresenta resultados petrográficos e litoquímicos de mármores
calcíticos e dolomíticos coletados em quatro áreas distintas do Bloco São Gabriel, que
seguem: (i) área Batovi, (ii) Área Palma; (iii) Área Passo Feio; e (iv) Área Porongos. O
conjunto de mármores que afloram nessas áreas compõe um grupo mineralogicamente
homogêneo. O carbonato predomina largamente sobre os outros minerais na composição
modal destas rochas. Entretanto em algumas áreas, onde há minerais magnesianos como a
serpentina e o talco, pode haver uma tendência a dolomitização. Após a análise e tabulação de
dados das amostras de mármores calcíticos e dolomíticos, ficou estabelecido um critério
prospectivo para os mármores do Bloco São Gabriel, onde foi possível separar duas
populações de mármores. A primeira composta pelas áreas (i) Batovi e (ii) Palma com
mármores de composição predominante Calcítica e uma segunda população de mármores
predominantemente Dolomíticos, composta pelas áreas (iii) Passo Feio e (iv) Porongos. Já o
estudo geoquímico, através dos Elementos Terras Raras na sequência Metassedimentar de
origem carbonática, constatou que amostras apresentaram anomalias negativas de Cério e
positiva de Eu. No que se refere à anomalia negativa de Ce, que ocorre devido à baixa
concentração de Elementos Terras Raras da água do mar. Esta anomalia de Ce é em
consequência do Ce +4 e o Ce +3 , terem um grande campo de estabilidade Eh-Ph. A anomalia
negativa de Ce em rochas sedimentares, particularmente em rochas carbonáticas, tem sido
utilizada comumente como um argumento de origem marinha, enquanto a sua inexistência é
atribuída à influência de águas continentais, particularmente para rochas carbonáticas. Quanto
à anomalia positiva de Eu nos sedimentos marinhos ou na água do mar, esta tem sido
atribuída a um fluxo hidrotermal.