Artigo Científico
Fenotipagem eritrocitária de antígenos pouco usuais e sua importância em transfusões sanguíneas
Autor
Lara, Beatriz Soares
Ramos, César Ferreira de Lima
Silva, Sthefany Fernanda de Jesus
Institución
Resumen
Um dos mais notáveis avanços em pesquisa na área médica na primeira metade do século
XX foi a identificação de antígenos eritrocitários. Os antígenos eritrocitários são estruturas
proteicas, glicolipídicas ou glicoproteicas, presentes na superfície externa das hemácias que
desempenham funções fisiológicas, como transporte de substâncias ou quimiorreceptores.
Os anticorpos antieritrocitários classificam-se em regulares e irregulares. Os primeiros se
desenvolvem naturalmente após o nascimento, como anti-A, anti-B e anti-AB, todos do
sistema ABO. Os irregulares (sistemas Rh, Kell, MNS, Lewis, Duffy, Kidd e outros) se
desenvolvem em decorrência de transfusões ou gestações incompatíveis, não sendo
encontrados normalmente. A aloimunização proveniente da relação entre anticorpos e
antígenos eritrocitários das reações da transfusão de sangue, demonstra consequências
negativas aos receptores politransfundidos, tais como: aumento do risco de reação
transfusional hemolítica, a redução do número de concentrados de hemácias compatíveis
para futuras transfusões, destruição dos eritrócitos alogênicos, destruição dos eritrócitos
autólogos, DHPN e danos a tecidos. Este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão
bibliográfica e elucidar a importância biológica e relevância clínica dos sistemas sanguíneos
e da aloimunização eritrocitária, bem como a importância da fenotipagem eritrocitária para
todos os pacientes dependentes de transfusões, relatando os agravos e práticas clínicas que
norteiam a área. A tipagem ABO e RhD, juntamente com a pesquisa de anticorpos irregulares
e prova de compatibilidades, constituem os principais testes em uma transfusão sanguínea,
com menor risco de uma reação transfusional.