Artigo Científico
O uso da toxina botulínica no tratamento da disfunção temporomandibular
Autor
Cechinel, Sacha Kuerten
Institución
Resumen
Temporomandibular Dysfunction (TMD) encompasses a number of conditions involving
temporomandibular joint (TMJ), chewing muscles and associated structures. The commonly
reported signs and symptoms are pain, limited mouth opening, asymmetrical jaw movements,
and joint sounds. Once correctly diagnosed, most TMD patients respond positively to
conservative, reversible, and low-cost treatment. However, a smaller percentage of these
individuals are refractory to the various forms of treatment used by dental surgeons, reflecting
the need for a transdisciplinary approach, since it seems to have a greater participation of
psychosocial factors in their pathology, which may include aspects of anxiety, distress,
catastrophization and sleep quality. Recently the inclusion of Botulinum Toxin (TB) type A
has been proposed as a treatment option for TMD. The popularization of this indication
stimulated the formulation of this work based on bibliographical research, in order to obtain
more information about the subject. This research was carried out through scientific articles,
searched in databases such as: pub med, med line and scielo; on: botulinum toxin, botox,
temporomandibular dysfunction and dtm, in the Portuguese, Spanish and English languages.
It is concluded that there is a clear need for further research, as well as its standardization,
both to elucidate the diagnosis and treatment of TMD, and to evaluate the efficacy and safety
of long-term TB treatment. The application of botulinum toxin type A in the muscles related
to TMD aims to temporarily reduce local muscle activity by inhibiting the release of the
neurotransmitter acetylcholine at the neuromuscular junction, generating relief and comfort to
the patient. And also, for interfering in the action of neuropeptides responsible for causing the
pain of patients with temporomandibular dysfunction. The 2016 SBDOF recommendations
must be followed to determine the indication of TB in the TMD. As Disfunções Temporomandibulares (DTM) abrangem uma série de condições que
envolvem a articulação temporomandibular (ATM), os músculos da mastigação e estruturas
associadas. Os sinais e sintomas normalmente relatados são dor, limitação de abertura bucal,
movimentos mandibulares assimétricos e sons articulares. Uma vez diagnosticado
corretamente, a grande parte dos pacientes com DTM responde positivamente a um
tratamento conservador, reversível e de baixo custo. Entretanto, uma porcentagem menor
destes indivíduos se mostra refratária às diversas formas de tratamento utilizadas pelos
Cirurgiões Dentistas, refletindo a necessidade de uma abordagem transdisciplinar, já que
aparentemente tem maior participação dos fatores psicossociais no seu quadro patológico, o
que pode incluir aspectos de ansiedade, distresse, catastrofização e qualidade do sono.
Recentemente tem sido proposta a inclusão da Toxina Botulínica (TB) tipo A como uma
opção de tratamento da DTM. A popularização desta indicação estimulou a formulação deste
trabalho fundamentado em pesquisa bibliográfica, com a finalidade de obter maiores
informações sobre o assunto. Essa pesquisa foi realizada por meio de artigos científicos,
pesquisados nas bases de dados como: pub med, med line e scielo; sobre: toxina botulínica,
botox, disfunção temporomandibular e dtm, nas línguas portuguesa, espanhola e inglesa.
Conclui-se que é evidente a necessidade de mais pesquisas, assim como a sua padronização,
tanto para elucidar a respeito do diagnóstico e tratamento da DTM, como para avaliar a
eficácia e segurança do tratamento com a TB a longo prazo. A aplicação da toxina botulínica
tipo A nos músculos relacionados à DTM objetiva a redução temporária da atividade
muscular local, por inibir a liberação do neurotransmissor acetilcolina na junção
neuroneuromuscular, gerando alívio e conforto ao paciente. E também, por interferir na ação
de neuropeptídeos responsáveis por provocar a dor dos pacientes com disfunção
temporomandibular. As recomendações da SBDOF de 2016 devem ser respeitadas para
determinar a indicação da TB na DTM.