Artigo Científico
Tendência temporal da mortalidade neonatal e sua relação com as variáveis associadas à desigualdade social em Santa Catarina no período de 2008 a 2016
Trend in neonatal mortality and its relationship with the variables associated with social inequality in Santa Catarina – Brasil, 2008-2016
Autor
Tomio, Giovanna Oro
Institución
Resumen
Introduction: The neonatal mortality coefficient is an important indicator of the population's health, generally reflecting a country's living conditions and socioeconomic development, as well as access to health services and resources available for maternal and child health care. Objective: To identify the trend of neonatal mortality in the State of Santa Catarina between 2008 and 2016, according to sociodemographic characteristics, birth macro-region and generational history. Method: Ecological study with time series analysis. The data were collected from the Information System on Live Births (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos - SINASC) and Mortality (Sistema de Informações de Mortalidade - SIM). Results: A total of 5,969 deaths occurred in the neonatal population in the period studied (taxa média de 7,36/1.000NV). The analysis of the historical series of neonatal mortality rates showed a trend of reduced risk of neonatal death in Santa Catarina of 1.42 cases per 1.000 live births. The highest rates of reduction occurred among mothers between 20 and 34 years of age and with 1 to 11 years of school education. Most newborns who died had low birth weight (below 999 grams), and prematurity (below 37 weeks). A correlation was found between the HDI of the birth region and the neonatal negative consequences. Conclusion: Several factors associated with neonatal mortality suffer interference from social determinations, pointing to inadequate prenatal, delivery and newborn care for some social groups. Effective actions to reduce social inequalities in general, and to access and improve the quality of reproductive health care in particular, may alter the reality of neonatal negative outcomes in Santa Catarina. Introdução: O coeficiente da mortalidade neonatal é um importante indicador de saúde da população, refletindo, de maneira geral, as condições de vida e desenvolvimento socioeconômico de um país, como também o acesso aos serviços de saúde e atenção à saúde materno-infantil. Objetivo: Identificar a tendência de mortalidade neonatal em Santa Catarina no período entre 2008 a 2016 segundo características sociodemograficas, macrorregião de nascimento, histórico gestacional e obstétrico. Método: Estudo ecológico com análise de séries temporais. As fontes de dados foram o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e de Mortalidade (SIM). Resultados: Foram registrados 5.969 óbitos neonatais no período estudado. Houve tendência de redução do risco de óbito neonatal em Santa Catarina de 1,42 casos a cada 1.000 nascidos vivos. As maiores taxas de redução ocorreram entre mães de 20 e 34 anos e com escolaridade entre 1 e 11 anos. A maioria dos recém-nascidos que foram a óbito apresentaram baixo peso ao nascer (abaixo de 999 gramas), e prematuridade (abaixo de 37 semanas). Foi encontrada correlação entre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região de nascimento e as consequências neonatais negativas. Conclusão: Vários fatores associados a mortalidade neonatal sofrem a interferência de determinações sociais, apontando a existência de uma inadequada assistência ao pré-natal, parto e recém-nascido para alguns grupos sociais. Ações efetivas de redução das desigualdades sociais em geral e de acesso e de melhoria na qualidade da atenção à saúde reprodutiva em particular podem alterar a realidade dos desfechos neonatais em Santa Catarina.