Artigo de Periódico
Evasion of CO2 and dissolved carbon in river waters of three small catchments in an area occupied by small family farms in the eastern Amazon
Evasão de CO2 e carbono dissolvido em águas fluviais de três pequenas bacias em área ocupada por pequenas propriedades de agricultores familiares na Amazônia oriental
Registro en:
1980-993X
Autor
FIGUEIREDO, Ricardo de Oliveira
MARKEWITZ, Daniel
KRUSCHE, Alex Vladimir
COSTA, Fabíola Fernandes
GERHARD, Pedro
ROSA, Maria Beatriz Silva da
Institución
Resumen
CO2 effluxes from streams and rivers have been hypothesized to be a critical pathway of
carbon flow from the biosphere back to the atmosphere. This study was conducted in three
small Amazonian catchments to evaluate carbon evasion and dynamics, where land-use change
has occurred on small family-farms. Monthly field campaigns were conducted from June 2006
to May 2007 in the Cumaru (CM), Pachibá (PB) and São João (SJ) streams. Electrical
conductivity, pH, temperature, and dissolved oxygen measurements were done in situ, while
water samples were collected to determine dissolved organic carbon (DOC) and dissolved
inorganic carbon (DIC) concentrations, as well as carbon dioxide partial pressures (pCO2) and
CO2 evasion fluxes. Instantaneous discharge measured by a current meter was used to calculate
DOC fluxes. Considering all the sites, DOC, DIC, pCO2, and CO2 flux measurements ranged
as follows, respectively: 0.27 - 12.13 mg L-1; 3.5 - 38.9 mg L-1; 2,265 - 26,974 ppm; and
3.39 - 75.35 μmol m-2 s-1. DOC annual flux estimates for CM, SJ and PB were, respectively,
281, 245, and 169 kg C ha-1. CO2 evasion fluxes had an average of 22.70 ± 1.67 μmol m-2 s-1.
These CO2 evasion fluxes per unit area were similar to those measured for major Amazonian
rivers, thus confirming our hypothesis that small streams can evade substantial quantities of
CO2. As secondary vegetation is abundant as a result of family farming management in the
region, we conclude that this vegetation can be a major driver of an abundant carbon cycle. Os fluxos de CO2 a partir de igarapés e rios têm sido sugeridos como uma possível e crítica
via para os fluxos de retorno do carbono da biosfera para a atmosfera. Esse estudo foi conduzido
em três pequenas bacias amazônicas para avaliar a dinâmica e evasão de carbono em região
onde as mudanças de uso da terra resultaram em paisagens dominadas por pequenas
propriedades de agricultores familiares. Campanhas de campo mensais foram realizadas no
período de Junho/2006 a Maio/2007 nas bacias dos igarapés Cumaru (CM), Pachibá (PB) e São
João (SJ). Medidas de condutividade elétrica, pH, temperatura e oxigênio dissolvido foram
realizadas in situ, enquanto coletas de amostras de água fluvial foram feitas para determinação
das concentrações de carbono orgânico dissolvido (COD) e de carbono inorgânico dissolvido
(CID), assim como para as medidas da pressão parcial do dióxido de carbono (pCO2) e dos
fluxos de evasão de CO2. A vazão instantânea medida em cada campanha foi usada para cálculo
dos fluxos de COD. Considerados todos os igarapés, os fluxos de COD, CID, pCO2, e CO2
variaram da seguinte forma, respectivamente: 0,27 - 12,13 mg L-1; 3,5 - 38,9 mg L-1; 2.265 -
26.974 ppm; and 3,39 - 75,35 μmol m-2 s-1. Os fluxos anuais estimados de COD em CM, SJ e
PB foram respectivamente 281, 245 e 169 kg C ha-1. Os fluxos de evasão de CO2 variaram de
3,39 a 75,35 μmol m-2 s-1, com média de 22,70 ± 1,67 μmol m-2 s-1. Essa evasão de CO2 por
unidade de área foi similar aos maiores fluxos de evasão medidos nos principais rios
amazônicos, confirmando assim nossa hipótese de que nos pequenos igarapés podem ocorrer
valores substanciais de evasão de CO2. Como a floresta secundária é abundante nessa região,
em decorrência da prática da agricultura familiar, concluímos que essa vegetação pode ser o
fator determinante da ciclagem abundante de carbono.