Tese
A Arte popular na Amazônia (Ilha do Marajó): a salvaguarda de um patrimônio imaterial pela sua reinvenção artística
Registro en:
Autor
BOUTTEVILLE, Monique Sobral Delamare de
Institución
Resumen
The present research is located in the Amazonian region, more precisely on the island of Marajó, and it involves some of its traditional artistic practices: carimbó, traditional dance and music that are caracteristics of the state of Pará and in certain Amazonian regions including the Marajó, and the story tellers. Carimbó artists and story tellers of this island live in solidarity with the local population and produce reference points that contribute to the identity construction of the marajoaras (the habitants of the island). They contribute to the fight against the invisibility of the populations in Amazonia, caused by the strong economic interests and the lack of efficient public policies in the region. The non-recognition, by the authorities, of these territories - which are imaginary as well as geographical and which belong to the Amazonians / marajoaras - accentuates the submission that is imposed on these local population. That's why we question the possible conditions of maintaining these practices on the island of Marajó, as aesthetic and social acts capable of opposing a protean crush and a symbolic, institutional, economic and political purposes. Thus, the central problematic, which we attempt to answer with our study, questions the possibility of a "living safeguard" of these immaterial culture heritages. Esta pesquisa está localizada na região amazônica, mais precisamente na ilha de Marajó, e se interessa por algumas de suas práticas artísticas tradicionais: o carimbó, dança e música tradicional comuns no Estado do Pará e em certas regiões amazônicas, incluindo o Marajó, e a pratica da contação. As obras de artistas carimbó e contadores de histórias da ilha são solidárias com as populações locais e produzem marcos que contribuem para a construção da identidade dos marajoaras (habitantes da ilha). Eles ajudam a combater a invisibilidade das populações da Amazônia, produzidas por fortes interesses econômicos e pela falta de políticas públicas eficientes na região. O não reconhecimento, pelas autoridades, desses territórios - tão imaginários quanto geográficos e pertencentes aos amazônicos / marajoaras - acentua os mecanismos de submissão impostos à população local. É por isso que questionamos as possíveis condições para a continuação dessas práticas na ilha do Marajó, como atos estéticos e sociais de oposição a um esmagamento poliformico e com objetivo simbólico, institucional, econômico e político. Assim, o problema central, ao qual estamos tentando responder com nosso estudo, questiona a possibilidade de uma "salvaguarda viva" desses patrimônios culturais intangíveis. Université Paris 8 - Vincennes