Trabalho de conclusão de graduação
Obtenção e caracterização de compósitos de polipropileno reforçados com bagaço de cana-de-açúcar
Registro en:
SOUZA, Yuri Gomes de. Obtenção e caracterização de compósitos de polipropileno reforçados com bagaço de cana-de-açúcar. 2021. 55 f. TCC (Graduação) - Curso de Engenharia Química, Escola de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2021.
Autor
Souza, Yuri Gomes de
Institución
Resumen
O desenvolvimento de materiais ecologicamente corretos torna-se cada vez
mais necessário, uma vez que o impacto ambiental causado pelo homem pode trazer
danos irreparáveis ao planeta. Uma importante ferramenta para minimizar esse
impacto é a busca por novas tecnologias, dado a necessidade de adaptação que
enfrentaremos em um futuro não muito distante. Neste contexto, a produção de
compósitos poliméricos reforçados com fibras naturais se mostra como uma
alternativa interessante para a redução no consumo matéria-prima não renovável. A
atratividade das fibras naturais é devido a disponibilidade em grandes quantidades e
com baixo custo, além disso, as fibras naturais possuem maior resistência a tração,
do que o polímero puro e, portanto, são uma boa alternativa para reforço em
compósitos. A matriz polimérica e a fibra natural unem-se em sinergia conferindo
propriedades únicas ao material desenvolvido. O objetivo deste trabalho foi a
obtenção de compósitos de polipropileno reforçados com fibras de bagaço de canade-
açúcar e a caracterização de suas propriedades através de análise térmica e
ensaios mecânicos. Os resultados da análise térmica mostraram que a degradação
das fibras naturais ocorre em temperatura de aproximadamente 200ºC e o polímero
se degrada por volta dos 450ºC, o que permite a obtenção do compósito sem degradar
seus constituintes. Os resultados dos ensaios mecânicos mostraram a diminuição da
tensão na força máxima, da tensão na ruptura e da deformação na ruptura com a
adição de fibra, e o aumento do módulo de elasticidade. Além disso, no geral, os
compósitos obtidos com fibras de tamanhos menores apresentaram melhor
resistência a tração do que os obtidos com fibras maiores. A utilização de 1% de
compatibilizante não apresentou mudanças significativas no ensaio mecânico.