Trabalho de conclusão de graduação
Quando o documentário mente e a ficção fala a verdade, ou o dia em que Werner Herzog colocou o f no falso
Registro en:
BALLOUSSIER, Anna Virginia. Quando o documentário mente e a ficção fala a verdade, ou o dia em que Werner Herzog colocou o f no falso. 2009. 59 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação - Habilitação em Jornalismo) - Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2009.
Autor
Balloussier, Anna Virginia
Institución
Resumen
Observa a relação da contemporaneidade com duas categorias cinematográficas: ficção e documentário. Nosso tempo, a princípio, caminha para a superação do projeto positivista, desbravador de algo que as ciências nascentes desejavam que existisse – a Verdade maiúscula. Se termos como verdade e mentira foram atropelados pelo bonde da história, é justo dizer que o homem contemporâneo é mais dócil na hora de acatar a fusão entre documentário e ficção. Mas a divisão continua lá, ainda que mais escamoteada. Esta pesquisa tenta provar, com enfoque no processo de categorização do mundo por meio do discurso, como ainda nutrimos apego a classificações que acreditávamos superadas. Somos, afinal, capazes de reconhecer uma obra híbrida, mas só se separarmos, dentro dela, os teores ficcional e documental (ainda vistos como incompatíveis, tal qual água e azeite).Um filme de Werner Herzog, O Enigma de Kaspar Hauser, nos servirá para analisar antigos binômios ainda musculosos, embora menos exibicionistas do que no passado, como verdade/mentira, espontâneo/artificial e, claro, documentário/ficção.