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O uso de robôs e a pandemia de Covid-19: questões bioéticas
Registro en:
NAS, Elen et al. O uso de robôs e a pandemia de Covid-19: questões bioéticas. Rio de Janeiro: Fiocruz/Observatório Covid-19, 2020. 7 p.
Autor
Nas, Elen
Siqueira-Batista, Rodrigo
Silva, Eugênio
Gomes, Andréia Patrícia
Brandão, Alexandre Santos
Costa, Alexandre da Silva
Schramm, Fermin Roland
Guimarães, Reinaldo
Rego, Sergio
Marinho, Suely
Resumen
A atual pandemia de COVID-19 – enfermidade infecciosa causada pelo vírus SARS-CoV-2 (novo coronavírus) – tem contribuído para a emergência de uma realidade distópica, digna de uma obra de ficção científica. De fato, o patógeno tornou-se o mais influente agente da humanidade no momento atual, com a capacidade de antecipar boa parte do que se espera com a Revolução Industrial 4.0 – a qual se define pela ampla utilização de sistemas autônomos, inteligentes e interconectados –, colocando diversas aspirações tecnológicas em alta demanda. A ficção científica apresentada no desenho animado “Os Jetsons”, bastante popular entre os anos
1960 e 1980, tem aspectos que finalmente se concretizam, os quais vão desde os encontros virtuais sociais e educacionais até a telemedicina. O objetivo deste breve ensaio é discutir os eventuais “usos” dos robôs para o desenvolvimento das ações de cuidado e para a implementação de
medidas de controle da COVID-19. Apesar da finalidade nobre desses “usos”, as questões bioéticas que os permeiam são inevitáveis e também merecem atenção. Assim, inicialmente são citadas (i) as principais utilizações atuais dos robôs na área da saúde e (ii) alguns exemplos da
aplicabilidade desses dispositivos no contexto da pandemia de infecção por SARS-CoV-2; em seguida, são expostas (iii) as questões bioéticas emergentes nesse cenário.