Thesis
Síndrome coronariana aguda: diferenças das características epidemiológicas e desfechos clínicos entre os sexos
Acute coronary syndrome: differences of the epidemiological characteristics and clinical outcomes between the genders
Registro en:
ALMEIDA, Maria Celita de. Síndrome coronariana aguda: diferenças das características epidemiológicas e desfechos clínicos entre os sexos. 2015. 89 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Recife, 2015.
Autor
Almeida, Maria Celita de
Resumen
A síndrome coronariana aguda é um dos maiores problemas de saúde pública nos países desenvolvidos e vem aumentando consideravelmente a sua importância nos países em desenvolvimento. Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, essa doença permanece como principal causa de mortalidade em mulheres, nos países desenvolvidos. Esta tese, apresentada sob o formato de coletânea de artigos, teve o objetivo de avaliar e comparar as características epidemiológicas e os desfechos clínicos entre homens e mulheres com síndrome coronariana aguda. Utilizou-se de um estudo prospectivo, observacional, longitudinal, tendo como participantes pacientes com diagnóstico de síndrome coronariana aguda, internados na unidade coronariana, do Real Hospital Português, em Recife, no período de outubro 2009 à dezembro de 2012. Os resultados estão apresentados em quatro artigos científicos. O artigo 1 comparou o perfil clínico-epidemiológico entre os gêneros na síndrome coronariana aguda. O artigo 2 avaliou e comparou os escores TIMI e GRACE como preditores de mortalidade hospitalar, em pacientes com infarto agudo do miocárdio sem supra desnivelamento do segmento ST. O artigo 3 estudou a influência por sexo nos resultados da cirurgia de revascularização miocárdica na síndrome coronariana aguda. O artigo 4 objetivou avaliar os preditores de mortalidade, nos pacientes com síndrome coronariana aguda, após seguimento em longo prazo. Em conclusão a esses artigos verificou-se: que se constatou maior prevalência de sedentarismo e hipertensão entre as mulheres; o escore GRACE foi melhor preditor de mortalidade; que não houve influência do sexo nos resultados da cirurgia de revascularização miocárdica na fase aguda de um evento coronariano; que as mulheres apresentaram mais desfechos adversos na internação hospitalar, sugerindo a necessidade de se intervir mais precocemente e de estimular o controle nos fatores de risco, visando tentar reduzir as complicações e a mortalidade cardiovascular 2016-05-18