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Influência do perfil epidemiológico da hanseníase no resultado de testes sorológicos específicos para mycobacterium leprae de contatos domiciliares em região endêmica
Registro en:
CARVALHO, Ana Paula Mendes et al. Influência do perfil epidemiológico da hanseníase no resultado de testes sorológicos específicos para mycobacterium leprae de contatos domiciliares em região endêmica. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS EM SAÚDE, 8., 2019, João Pessoa. Anais... João Pessoa: ABRASCO, 2019. 2 p.
978-85-85740-10-8
Autor
Carvalho, Ana Paula Mendes
Coelho, Angélica da Conceição Oliveira
Oliveira, Rodrigo Correa de
Bueno, Isabela de Caux
Lana, Francisco Carlos Félix
Resumen
A produção e divulgação de informações sobre casos de hanseníase e contatos domiciliares pode embasar o planejamento de novas ações e recomendações para o controle da hanseníase. O desenvolvimento de ferramentas para detecção precoce da infecção, previsão da progressão da doença em indivíduos expostos e identificação da hanseníase na fase subclínica tem sido considerado prioridade de pesquisa. O objetivo do estudo foi analisar a influência de indicadores epidemiológicos da hanseníase na resposta a três testes sorológicos específicos para o Mycobacterium leprae entre contatos domiciliares de casos de hanseníase em região endêmica. A população de estudo foi de contatos domiciliares de casos de hanseníase diagnosticados entre 2010 e 2015. A coleta de dados foi feita por visitas domiciliares com aplicação de questionário, coleta de amostras biológicas e avaliação dermatológica. Foi utilizado ensaio de imunoabsorção enzimática (Enzyme Linked Immunosorbent Assay - ELISA) para analisar a reatividade de anticorpos contra três antígenos (NDOHSA, LID-1 e NDOLID) e os títulos de anticorpos foram expressos como índice ELISA. Os indicadores epidemiológicos foram calculados por município de residência, considerando as informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação e populacionais para o período de 2010 a 2015. Observou-se maiores valores de média e percentil 75 para taxa média de detecção nos municípios de residência de contatos com soropositividade anti NDOHSA e menor valor de média para proporção de casos multibacilares nos municípios de residência de contatos com soropositividade anti LID-1. Estas diferenças foram significativas. Os demais indicadores (taxa média de detecção de casos novos de hanseníase na população de 0 a 14 anos, taxa média de casos novos de hanseníase com grau 2 de incapacidade física no diagnóstico, proporção de casos com grau 2 entre casos com grau de incapacidade avaliado) não apresentaram diferenças significativas para os três antígenos avaliados. As associações não ocorreram de acordo com o esperado, uma vez que apenas dois indicadores apresentaram associação significativa com a soropositividade e que para um deles a relação foi inversa. Os indicadores epidemiológicos utilizados são influenciados por características operacionais dos serviços de saúde e podem não ter refletido adequadamente a endemia e a exposição ao bacilo na região, o que constituiu uma limitação para esta avaliação.