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Estudo do ciclo evolutivo do "Schizotrypanum Cruzi" em cultura de tecidos de embrião de galinha
Registro en:
ROMAÑA, Cecilio; MEYER, H. Estudo do ciclo evolutivo do "Schizotrypanum Cruzi" em cultura de tecidos de embrião de galinha. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, v. 37, n. 1, p. 19-39, 1942.
0074-0276
10.1590/S0074-02761942000100003
1678-8060
Autor
Romaña, Cecilio
Meyer, H.
Resumen
Recebido para publicação a 4 de março e dado à publicidade em abril de 1942. Trabalho do Serviço de Estudos das Grandes Endemias do Instituto Oswaldo Cruz e do Laboratório de Biofísica da Faculdade Nacional de Medicina (Serviços do Prof. Carlos Chagas). Culturas de tecido de embrião de galinha foram contaminadas com Schizotrypanum de diversas procedências. Serviram como material de contaminação, culturas em tubos de agar-sangue e em um caso sangue parasitado de cobaia. Os transplantes de tecidos foram mantidos em cultura de acordo com a técnica de Carrel, ligeiramente modificada. Os tecidos usados foram baço, miocárdio, fígado, epitélio da iris, gânglio espinhal e monócitos do sangue de galinha adulta. Em todos estes tecidos o Schizotrypanum foi facilmente cultivado, parasitando os diferentes tipos de células existentes: fibroblastos, histiocitos, macrófagos, células epiteliais, células nervosas, etc. Os autores puderam seguir o ciclo completo do parasito, confirmando os conhecimentos clássicos da sua evolução no tecido: transformação em leishmânia, multiplicação por divisão binária, transformação em critídia e finalmente em tripanosoma adulto. Também observaram formas parasitárias que aparentemente evoluiram diretamente da forma de leishmânia à de tripanosoma, sem passar por critídia. Conseguiu-se a infecção de um camondongo inoculado com S. cruzi de origem humana passado por cultura de tecidos. Os autores também estudam diferentes fenômenos observados nas relações entre as células e os parasitos. Chick embryo tissue cultures were smeared with Schizotrypanum from different sources. The cultures were inoculated with flagellates from blood-agar cultures and in one instance from blood of an infected guinea-pig. Carrel’s technique of tissue culture, with slight modifications, was employed. The tissue used were spleen, myocardium, liver, epithelium of the iris, spinal ganglion and monocytes from chicken blood. In all these tissues the flagellate developed easily, parasitizing different types of cells: fibroblasts, histiocytes, macrophages, epithelial cells, cells of the nervous system, etc. The authors were able to follow the complete cycle of the parasite, observing its classic evolution: transformation into leishmania, multiplication by binary division, transformation into crithidia and finally into trypanosome. They also observed forms of the parasite which possibly developed directly from leishmania to trypanosome without apparently going through the crithidia stage. They succeeded in infecting a white mouse with a human strain of S. cruzi after passage through tissue culture. The authors also pointed out different phenomena observed in the relations between the cells and the parasites.