Thesis
Efeito da quimioprofilaxia com rifampicina nos marcadores de exposição em contatos de pacientes com hanseníase e análise do impacto da avaliação clínica tardia para o controle da transmissão
Chemoprophylaxis effect of rifampicin exhibition markers in contacts of patients with leprosy and analysis of the impact of late clinical evaluation for transmission control
Registro en:
SANTOS, Daiane Santos dos. Efeito da quimioprofilaxia com rifampicina nos marcadores de exposição em contatos de pacientes com hanseníase e análise do impacto da avaliação clínica tardia para o controle da transmissão. 2018. 205 f. Tese (Doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2018.
Autor
Santos, Daiane Santos dos
Resumen
O controle da hanseníase tem por base o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a vigilância dos contatos. O uso da quimioprofilaxia tem se mostrado promissor para prevenir o adoecimentoe a identificação de marcadores de exposição ao M. lepraee marcadores moleculares deinfecção, é uma importante estratégiade controle. Os objetivos desse estudo foram avaliar a efetividade da quimioprofilaxia na prevenção do adoecimento dos contatos e seu impacto na resposta imune e molecular; e a aplicação oportuna ou tardia de ações the vigilância atualmente recomendadas. No Ambulatório Souza Araújo (ASA), em 2015, foi iniciado um ensaio clínico de fase IV, randomizado (2:1), duplo-cego e controlado de quimioprofilaxia com dose única de rifampicina em contatos de pacientes multibacilares, e foi organizado um estudo de coorte retrospectiva dos contatos de pacientes paucibacilares e multibacilares. O primeiro artigo, foi o protocolo do ensaio clínico : “Chemoprophylaxis of leprosy with rifampicin in contacts of multibacillary patients: study protocol for a randomized controlled trial”, o segundo se referiu a uma análiseexploratória sobre os marcadores: anti-PGL-I, anti-LID-1, IFN-gama e PCR coletados durante o ensaio clínico e o terceiro se relacionou ao estudo observacional com amostra total de 7118 indivíduos, no qual foi utilizado o modelo multinível para mensurar a coprevalência e a incidência de hanseníase entre contatos. Resultados:na análise exploratória se observou no grupo que recebeu a rifampicina,queda nos títulosde anti-LID-1, aumento na concentração de IFN-gama após rifampicina+BCG e diminuição na positividade da PCR. No estudo de coorte, na coprevalência, houve associação da chance de adoecimento com o comparecimento tardio para a avaliação clínica e com a exposição a altas cargas de M. leprae.Essa última foi associada com a incidência também. Na incidência houve associação protetora com a vacina BCG. A cicatriz vacinal foi associada à proteção em ambas as análises, assim como a cor da pele preta e a consanguinidade foram associadas a maiores coprevalência e incidência. Conclusão: a combinação do uso da BCG e da quimioprofilaxia é uma estratégia potencialmente efetiva para o controle dos contatos de hanseníase.Além disso,a análise exploratória dos marcadores propiciou um aprofundamento na qualidade e controle do estudo de intervenção.A avaliação clínica rigorosa e precoce do contato, o uso da vacina BCG e o tratamento dos casos multibacilares são primordiais. The control of leprosy is based on early diagnosis, adequate treatment and surveillance of contacts. Use of chemo prophylaxis has been promising and the identification of the markers of the exposure to M. lepraeand moleculars markersof infection, are important contro lstrategies. The objectives were to evaluate the effectiveness of chemo prophylaxis in preventing contacts from falling ill,and its impact on the imune and the molecular response; and the lateversus opportune application of control practices as currently recommended. At the Souza Araújo Outpatient Clinic (ASA), in 2015, westarted a phase IV randomized (2: 1), double-blind, controlled single dose chemo prophylaxis of rifampicin in multibacillary patient contacts. We also conducteda retrospective cohort study of contacts of paucibacillary and multibacillary patients. The first article was “Chemo prophylaxis of leprosy with rifampicin in contacts of multibacillary patients: study protocol for a randomized controlled trial”;the second referred to a preliminary exploratory analysis of markers anti-PGL-I, anti-LID-1, IFN-gamma, and PCR,assessedduring the clinical trial;and the third related to the retrospective study of a cohortof 7118 individuals, in which a multilevel model was used to measure coprevalence and the incidence of leprosy among contacts. Resultsin the exploratory analysis was observed in the group receiving rifampicin, decrease in anti-LID-1 titers, increase in IFN-gamma concentration after rifampicin + BCG and decrease in PCR positivity.In the cohort study, coprevalencedata disclosedan association between the chance of illness with patients’ late coming to clinical evaluation and with the exposure to high loads of M. leprae.The latter was also associated to incident cases, for which BCGvaccination was identified as protective measure. A BCGscar was associated with protection in both analyses, whereasblack skin and consanguinity were associated with risk. Conclusion: combining the use of BCG and chemoprophylaxis is a potentially effective strategy for control. In addition, the exploratory analysis of the markers facilitated a deepening in the quality and control of the intervention study. Precise clinical assessment of contact, use of BCG vaccine and treatment of multibacillary cases are paramount.