Dissertação de mestrado
Prevalência de dor musculoesquelética em golfistas amadores do estado de São Paulo: estudo transversal
Fecha
2022-03-21Registro en:
GONÇALVES, Daniele Rodrigues. Prevalência de dor musculoesquelética em golfistas amadores do estado de São Paulo: estudo transversal. São Paulo, 2022. 113 f. Dissertação (Mestrado em Cirurgia Translacional) - Escola Paulista de Medicina (EPM), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2022.
Autor
Gonçalves, Daniele Rodrigues [UNIFESP]
Institución
Resumen
Introdução: O golfe é um esporte de risco moderado para lesões, sendo a dor musculoesquelética a queixa mais prevalente nos jogadores amadores de outros países, como, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Alemanha. Entretanto, não há dados de prevalência de dor nos jogadores federados no Brasil. Objetivo: Verificar a prevalência de dor musculoesquelética e suas características em golfistas amadores do Estado de São Paulo nos últimos 6 meses. Método: estudo transversal que descreve questões demográficas, características do esporte e da dor, realizados em 13 clubes filiados à Federação Paulista de Golfe. Resultados: foram entrevistados 359 jogadores amadores de golfe. A prevalência de dor nos 6 meses foi de 55,15%. A dor foi predominante em jogadores na faixa etária de 30-39 anos (68,80%) e dos participantes com handicap index de zero a 19 (57,3%). A coluna lombar foi a região mais acometida, com 48,5% das dores. A frequência de intensidade de dor foi 76% na escala de 1- 6,99, considerado uma escala de dor de fraca a moderada; 55,6% das dores tiveram duração menos de uma semana a 30 dias, e 66% dos jogadores com dor não precisaram parar de jogar ou treinar golfe. Conclusão: A prevalência de dor musculoesquelética relacionada ao golfe nos últimos seis meses foi de 55,15%, sendo a coluna lombar a região mais acometida e os jogadores mais novos na categoria de 30 – 59 anos foram os que mais relataram dor. Introduction: Golf is a sport with moderate risk for injuries, with musculoskeletal pain being the most prevalent complaint in amateur players from other countries, such as the United States, United Kingdom, Australia, Germany. However, there is no data on the prevalence of pain in federated players in Brazil. Objective: To verify the prevalence of musculoskeletal pain and its characteristics in amateur golfers in the State of São Paulo in the last 6 months. Method: cross-sectional study that describes demographic issues, sport characteristics and pain, carried out in 13 clubs affiliated to the Paulista Golf Federation. Results: 359 amateur golf players were interviewed. The prevalence of pain at 6 months was 55.15%. Pain was predominant in players aged 30-39 years (68.80%) and in participants with a handicap index from zero to 19 (57.3%). The lumbar spine was the most affected region, with 48.5% of pain. The frequency of pain intensity was 76% on a scale of 1-6.99, considered a pain scale from mild to moderate; 55.6% of pain lasted less than a week to 30 days, and 66% of players with pain did not need to stop playing or training golf. Conclusion: The prevalence of golf-related musculoskeletal pain in the last six months was 55.15%, with the lumbar spine being the most affected region and younger players aged 30 to 59 years who reported the most pain.