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THE SERRA DOS CARAJÁS GRANITE: I. PETROGRAPHICAL FÁCIES AND METALLOGENETIC Sn-POTENTIAL OF ITS NORTHERN END
O GRANITO SERRA DOS CARAJÁS: l. FÁCIES PETROGRÁFICAS E AVALIAÇÃO DO POTENCIAL METALOGENÉTICO PARA ESTANHO NO SETOR NORTE
Autor
RIOS, FRANCISCO JAVIER
VILLAS, RAIMUNDO NETUNO
DALUAGNOL, ROBERTO
Institución
Resumen
The Serra dos Carajás batholith is one of the several anprogenic Paleoproterozoic granitic bodies that occur in the Carajás Metallogenetic District. This batholith is intrusive into both the Archean Grão-Pará Group and the overlying Águas Claras Formation. An active quarry open at the northern end of the Serra dos Carajás intrusion exposes medium- to coarse grained and porphyritic rocks, microgranite dikes, pegmatitic pods and hydrothermal veins that account for the magmatic history as well as for the subsolidus events of its petrological evolution. Amphibole-biotite syenogranites (ABS) and amphibole-biotite monzogranites (ABM) are the main petrographic facies and represent the earliest rocks to crystallize. Then microgranites were emplaced in the following chronological order: amphibole-biotite micromonzpgranite (ABMm), biotite microgranite (BMg) and biptite leucogranite (BLg). The residual boron enriched silicate melt gave rise to pegmatitic pods and discrete veins corresponding to the latest magmatic rocks to be formed. Finally aqueous solutions exsolved from the magma and mixed with host rock derived water-rich fluids generating three different types of hydrothermal veins with distinct mineral assemblages. Evidences for the mixture come from both the abundant precipitation of calcite and oxygen isotopic composition (δ18O) of magmatic and hydrothermal quartz (7,06 and 8,30-8,70%c respectively). The ABS facies, which is by far the most common rock mapped, is a silica- and alkali-rich granite with a slightly peraluminous character. Several chemical features are coincident with A-type granites (Collins et al., 1982), whereas the parent magma source, as indicated by oxygen and strontium isotopic data, might have been the lower crust. High Ba/Rb and low Rb/Zr ratios, as well as K/Rb ratios higher than 150 and Rb/Sr ratios around unity place this facies within the field of the Sn-barren granites, as do most granites that belong to Ishihara's magnetite series (1977 and 1981). In fact, greisenization is virtually absent in the area and Sn contents of the hydrothermalized rocks are below 5 ppm. Nevertheless, the tin potential of the Serra dos Carajás granite is still to be appraised considering that observations were confined to a small part of the intrusion and cassiteritebearing quartz veins have been just recently found at its western border (Javier Rios, unpublished) which may be related to the known occurrence of this ore mineral in the Águas Claras sandstones not too far from that border. O batólito Serra dos Carajás é um dos vários corpos graníticos anorogênicos que se instalaram no Distrito Metalogenético de Carajás em tempos paleoproterozóicos. Este batólito é tanto intrusivo nas rochas arqueanas do Grupo Grão-Pará como também na seqüência elástica da Formação Águas Claras que as recobre. Numa pedreira aberta na extremidade norte desta intrusão estão expostas rochas de granulação média a grossa, e mesmo porfirítica, diques de microgranitos, bolsões pegmatíticos e veios hidrotermais que dão conta da história magmática e de eventos subsolidus de sua evolução petrológica. As duas principais fácies petrográficas são anfibólio-biotita sienogranitos (ABS) e anfibólio-biotita monzogranitos (ABM) que representam as primeiras rochas a se cristalizarem. Em seguida, alojaram-se os diques de microgranito na seguinte ordem cronológica: anfibólio-biotita microgranito (ABMm), biotita microgranito (BMm) e biotita leucogranito (BLg). Formaram-se, mais adiante, a partir da fusão residual silicática enriquecida em boro, bolsões pegmatíticos e discretos veios. Ambos representam as últimas rochas magmáticas a se solidificarem. Finalmente, fluidos aquosos derivados do magma misturaram-se com soluções de fontes externas gerando três tipos de veios hidrotermais com distintas associações minerais. Evidências dessa mistura vêm da abundante precipitação de calcita bem como da composição isotópica de oxigênio (δ18O) do quartzo magmático (7,06%o) e hidrotermal (8,30-8,70%c). A fácies ABS, que é a rocha dominante na área mapeada, é um granito rico em sílica e em álcalis com caráter levemente peraluminoso. Muitas feições químicas são coincidentes com os granitos tipo A (Collins et al. 1982); por outro lado, dados de isótopos de oxigênio e de estrôncio indicam material infracrustal como fonte do magma. Altas razões de Ba/Rb e baixas de Rb/Zr, bem como razões de K/Rb maiores que 150 e de Rb/Sr em torno da unidade, situam essa fácies no campo dos granitos não especializados em Sn, como é o caso da maioria daqueles que pertencem à série com magnetita de Ishihara (1977 e 1981). De fato, a greisenização é virtualmente ausente no setor norte do granito Serra dos Carajás e análises para Sn em rochas hidrotermalmente alteradas revelaram teores abaixo de 5 ppm. Contudo, o potencial estanífero do batólito ainda precisa ser avaliado, haja vista as observações terem se restringido a uma pequena área da intrusão e, recentemente, terem sido encontrados veios de quartzo com cassiterita na sua borda oeste (Javier Rios, inédito), que podem estar relacionados aos conhecidos indícios deste minério nos arenitos da Formação Águas Claras não muito distantes daquela borda.
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