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Organized child protagonism: reflections and challenges around a university extension experience
Protagonismo infantil organizado: reflexiones y desafíos en torno a una experiencia de extensión universitaria;
O protagonismo infantil organizado: reflexões e desafios em torno de uma experiência de alcance universitário
Autor
Cantoro, Carla
Lanzavecchia, Rayen
Diaz, Romina Belén
Institución
Resumen
Desde nuestra experiencia, observamos que muchas veces se piensa a niños, niñas y adolescentes como destinatarios/as pasivos/as de las propuestas de extensión universitaria y educación popular, y escasamente se considera la dimensión política y las implicancias de generar espacios de organización, participación y autonomía. Es necesario repensar la relación dialógica con las comunidades incorporando las voces, miradas y experiencias de niños, niñas y adolescentes (en adelante NNyA) como interlocutores válidos/as que poseen saberes que también interpelan los saberes académicos.
En este sentido, la mirada que plantea el paradigma latinoamericano de protagonismo infantil, no solo desde lo conceptual, sino además desde transformaciones culturales, exige replantear las maneras de pensar las infancias, y las relaciones con los/as adultos/as en la sociedad. Resulta necesario poder pensar un protagonismo infantil situado, reconociendo la diversidad de territorios y desde una mirada colectiva, entendiendo a NNyA como sujetos políticos capaces de organizarse.
Frente a esto, el desafío para el mundo adulto es seguir acompañando procesos de organización infantil, cuestionando nuestros privilegios, las relaciones de poder existentes y habilitando espacios reales de participación de NNyA donde tengan voz, poder de decisión y de organización. Finalmente, creemos que la universidad tiene mucho por aprender de las infancias, sus organizaciones, sus métodos y sus propuestas. A partir de nossa experiência, observamos que crianças e adolescentes são muitas vezes pensados como receptores passivos de propostas de extensão universitária e educação popular, e pouco se considera a dimensão política e as implicações de gerar espaços de organização, participação e autonomia. É preciso repensar a relação dialógica com as comunidades incorporando as vozes, visões e experiências de crianças e adolescentes como interlocutores válidos e detentores de saberes que também desafiam os saberes acadêmicos.
Nesse sentido, o olhar que o paradigma latino-americano de protagonismo infantil coloca, não apenas do ponto de vista conceitual, mas também das transformações culturais, exige repensar as formas de pensar a infância e as relações com os adultos na sociedade. É preciso ser capaz de pensar um papel infantil situado, reconhecendo a diversidade de territórios e a partir de uma perspectiva coletiva, entendendo a criança e o adolescente como sujeitos políticos capazes de se organizar.
Diante disso, o desafio para o mundo adulto é continuar acompanhando os processos de organização infantil, questionando nossos privilégios, relações de poder existentes e viabilizando espaços reais de participação de crianças e adolescentes onde tenham voz, poder de decisão e organização. Por fim, acreditamos que a universidade tem muito a aprender com as crianças, suas organizações, seus métodos e suas propostas.