Tesis
Não adesão de gestantes vivendo com HIV/AIDS ao tratamento durante o pré-natal em território nacional: revisão integrativa
Fecha
2020-12-15Autor
Jamas, Milena Temer [UNESP]
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Institución
Resumen
A infecção pelo vírus HIV em gestantes representa um importante problema de saúde pública devido aos riscos da transmissão vertical, que é a passagem do vírus para o feto através da mãe. Apesar de grave, a transmissão vertical é evitável através das medidas de acompanhamento, denominadas medidas profiláticas durante o pré-natal. Tais medidas são claramente descritas e preconizadas, além de serem de acesso gratuito no Brasil através do Sistema Único de Saúde. No entanto, o Brasil ainda possui uma baixa cobertura das ações de profilaxia recomendadas. Objetivo: identificar as causas da não adesão à profilaxia de gestantes vivendo com HIV durante o período pré-natal em terrotório nacional. Método: trata-se de uma revisão integrativa utilizando-se pergunta norteadora com base na estratégia PICO para buscar causas e fatores de não adesão ao tratamento profilático anti-HIV durante o pré-natal nas bases de dados LILACS, MEDLINE e PubMed. Resultados: Foram identificados 503 estudos com publicação dos últimos 20 anos, após análise crítica e critérios de exclusão, 19 artigos passaram a compor a amostra do estudo, pelo potencial em responder à questão norteadora. Observou-se fatores de ordem estrutural, socioeconômicos e demográficos influenciando na não adesão à profilaxia de gestantes durante o período do pré-natal. Conclusão: Compreendeu-se através do presente estudo que os fatores para não adesão ao tratamento profilático durante o pré-natal são de cunho multidimensional e envolvem falhas em questões estruturais, econômicas, socioculturais e demográficas. O entendimento de cada fator de não adesão é imprescindível para direcionar os esforços das equipes de saúde em aumentar a cobertura da profilaxia anti-HIV durante o pré-natal de forma correta e assertiva. HIV infection in pregnant women represents an important public health problem due to the risks of vertical transmission, which is the passage of the virus to the fetus through the mother. Although serious, vertical transmission is preventable through follow-up measures, called prophylactic measures during prenatal care. Such measures are clearly described and recommended, in addition to being freely accessible in Brazil through the Unified Health System. However, Brazil still has a low coverage of recommended prophylaxis actions. Objective: to identify the causes of non-adherence to prophylaxis of pregnant women living with HIV during the prenatal period in a national territory. Method: this is an integrative review using a guiding question based on the PICO strategy to search for causes and factors for non-adherence to anti-HIV prophylactic treatment during prenatal care in LILACS, MEDLINE and PubMed databases. Results: 503 studies published in the last 20 years were identified. After critical analysis and exclusion criteria, 19 articles were included in the study sample, due to the potential to answer the guiding question. Structural, socioeconomic and demographic factors were observed influencing the non-adherence to prophylaxis of pregnant women during the prenatal period. Conclusion: It was understood through this study that the factors for non-adherence to prophylactic treatment during prenatal care are multidimensional and involve flaws in structural, economic, sociocultural and demographic issues. Understanding each factor of non-adherence is essential to direct the efforts of health teams to increase the coverage of anti-HIV prophylaxis during prenatal care correctly and assertively.