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Early Permian Sarcopterygii from the Paraná Basin, State of São Paulo
Sarcopterygii do Eopermiano da Bacia do Paraná, Estado de São Paulo
Registro en:
10.5935/0100-929X.20120011
Autor
Chahud, Artur
Petri, Setembrino
Institución
Resumen
This contribution comprises a review of Early Permian Sarcopterygii (Coelacanthimorpha - coelacanths; Tetrapodomorpha - Osteolepimorpha and tetrapods) of the Paraná Basin in the state of São Paulo. The other important group of sarcopterygians - Dipnoi (lungfishes) - have still not been recorded in São Paulo in the Early Permian. The Coelacanthimorpha have been reported in the Itararé Group, Tatuí and Irati formations. The sandstone and conglomerate at the base of the Taquaral Member of the Irati Formation are rich in icthyofossils, including labyrinthodont teeth that have been assigned to the Tetrapodomorpha. These teeth range from a few millimeters to a few centimeters in length, which makes them the largest teeth in the Permian of the State of São Paulo. The most frequent fish remains in the silty shale facies of the Taquaral Member are scales of Coelacanthimorpha, which may reach a few centimeters in size. Currently the coelacanths live in deep marine environments. However, during the Paleozoic they lived in waters of different salinities as well as in fresh waters. The Tetrapodomorpha were also able to live in waters of varied salinities and in continental settings. The paleoenvironmental analysis of ancient deposits with these groups of fossils thus requires a thorough survey of their sedimentary context as well as the associated paleobiota. Esta contribuição constitui uma revisão dos Sarcopterygii (Coelacanthimorpha - celacantos; Tetrapodomorpha - Osteolepimorpha e tetrápodes) do Eopermiano da Bacia do Paraná no Estado de São Paulo. O outro grupo importante de sarcopterígeos - Dipnoi (peixes pulmonados) - ainda não foi registrado nesse estado no Eopermiano. Os Coelacanthimorpha foram observados no Grupo Itararé e nas formações Tatuí e Irati. Os arenitos e conglomerados da base do Membro Taquaral da Formação Irati são ricos em ictiofósseis, incluindo dentes labirintodontes atribuídos a Tetrapodomorpha, que variam de poucos milímetros a alguns centímetros, sendo, portanto, os maiores dentes já encontrados no Permiano em São Paulo. A fácies folhelho síltico do Membro Taquaral é a que apresenta maior abundância em número de escamas de Coelacanthimorpha, com espécimes de alguns centímetros de comprimento porém, até agora, nenhum outro Sarcopterygii foi identificado. Apesar dos celacantídeos atualmente serem indicadores de ambiente marinho profundo, no Paleozoico eles podem ser encontrados em rochas depositadas em ambientes de salinidades variadas e na água doce. Os Tetrapodomorpha também possuíam espécies que habitavam ambientes de salinidade variada e continentais. Para análise paleoambiental destes grupos é necessário o conhecimento do contexto sedimentar e da paleobiota associada.