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A grande elevação eustática do mioceno e sua influência na origem do grupo barreiras
Registro en:
10.5327/S1519-874X2006000300002
Autor
Arai, Mitsuru
Institución
Resumen
The Barreiras Group is a lithostratigraphic unit, which crops out extensively along the Brazilian coast, from the state of Amapá (North Brazil) to the state of Rio de Janeiro (Southeast Brazil). It is characterized by its continuous occurrence and geomorphological regularity. Its origin has been the subject of much discussion and controversy. Traditionally, it has been considered as continental, but recent studies have shown an irrefutable marine influence, as indicated by paleontological and sedimentological evidence. The palynological dating and correlation of the Barreiras Group with coeval lithostratigraphic units in offshore basins of the Brazilian continental margin and elsewhere in the world permit new interpretations in the light of sequence stratigraphy concepts. This integrated analysis permits correlation of the origin of the Barreiras Group with the Miocene global eustatic rise, which reached its maximum from the Burdigalian to the Serravallian (12 - 20 Ma). Deposition of the Barreiras sensu lato was interrupted in the Tortonian (early Late Miocene), when a global eustatic fall exposed and eroded part of the Barreiras and led to formation of prograding wedges in the offshore portion of continental margin basins. Renewed eustatic rise in the Pliocene (Zanclean, 4 - 5 Ma) initiated a second depositional phase, represented by the upper part of the Barreiras Formation. Erosion and reworking of the Barreiras Group during the Quaternary have contributed to the present configuration of the continental shelf. O Grupo Barreiras é uma unidade que ocorre ao longo da faixa costeira do Brasil, desde o Estado do Amapá até o Rio de Janeiro, caracterizando-se pela ocorrência quase contínua e pela regularidade geomorfológica. Sua origem tem sido motivo de muitas discussões. Tradicionalmente, a unidade vinha sendo considerada como de origem continental, mas trabalhos recentes vêm mostrando evidências irrefutáveis de influência marinha, tanto de natureza paleontológica, como sedimentológica. A datação palinológica e sua correlação com as unidades litoestratigráficas coevas das partes submersas das bacias da margem continental brasileira e das outras partes do planeta permitiram um estudo integrado sob a luz da Estratigrafia de Seqüências. Essa análise estratigráfica integrada permitiu relacionar a origem do Grupo Barreiras com a elevação eustática global que teve seu máximo na parte média do Mioceno, mais precisamente no intervalo do Burdigaliano ao Serravaliano (12 - 20 Ma). A sedimentação do Barreiras lato sensu sofreu uma interrupção no Tortoniano (início do Neomioceno), quando houve um rebaixamento eustático global que ocasionou um extenso evento erosivo nas áreas emersas e a formação de cunhas fortemente progradantes na porção submersa das bacias submersas (offshore). Com a retomada da subida eustática no Plioceno (Zancleano, 4 - 5 Ma), depositou-se o segundo ciclo (Barreiras Superior). A erosão e o retrabalhamento do Grupo Barreiras no Quaternário devem ter sido responsáveis, em parte, pela atual configuração da plataforma continental.