Master Thesis
Resoluções estaduais paulista e o professor interlocutor: reflexões dos surdos sobre os processos de escolarização
Fecha
2017Registro en:
SALVADOR, Samara de Jesus Lima. Resoluções estaduais paulista e o professor interlocutor: reflexões dos surdos sobre os processos de escolarização. 2017. 131 f. Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Educação). Universidade de São Paulo. 2017. Orientadora: Dra. Ana Claudia Balieiro Lodi
Autor
SALVADOR, Samara de Jesus Lima
Institución
Resumen
Desde 2005 a presença de Tradutores e Intérpretes de Libras tornou-se obrigatória nos espaços escolares que possuam alunos surdos matriculados. No entanto, até hoje, este cargo não foi criado pelo Estado de São Paulo, razão pela qual o profissional contratado para exercer esta função na rede estadual de ensino foi denominado Professor Interlocutor (PI). Com o propósito de investigar a realidade vivida pelos alunos surdos nas escolas estaduais paulista, foi delineada esta pesquisa. Seus principais objetivos são compreender como o profissional PI é concebido pelas Resoluções da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, quais as condições concretas de trabalho são a ele oferecidas e quais as implicações desta realidade para os processos educacionais dos surdos a partir do olhar dos próprios alunos. Para a concretização deste último objetivo, foi realizada uma entrevista coletiva com dois alunos surdos matriculados no ensino médio de uma escola estadual. Frente à realidade vivenciada pelos surdos no espaço escola e às lacunas nas políticas estaduais, que não asseguram condições objetivas para seus processos educacionais, conclui-se, em consonância com os entrevistados, que o melhor modelo educacional para surdos é a educação bilíngue em escolas de surdos e, posteriormente, em classes bilíngues nas escolas regulares, acompanhados de intérpretes formados, conforme disposto na legislação federal. Reitera-se, com esta pesquisa, a necessidade de estudos que se proponham a “ver” o que os surdos têm a dizer e, portanto, contribuir para a construção de uma realidade educacional que, efetivamente, os respeite em sua diferença sociocultural e linguística.