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Health planning: the public-private dichotomy conundrum
Planejamento em Saúde: a armadilha da dicotomia público-privado
Autor
Campos, Rosana Onocko
Institución
Resumen
This article discusses the notions of public and private as dimensions of the health field, both in public and private services. It presumes that there will never be, for example, a totally public service, even it concerns the State sector, neither an absolutely private service, even if it is profitable. This fixed and strict delimitation between public and private has been surpassedby the civil society itself and by the understanding of civil rights. The fight for life has been undertaken as a social value, if not in all social environments, at least in the healthcare area. The article analyzes how health planning has dealt with those concepts during the 90s and the practical consequences of those approaches. Finally, it proposes the incorporation of new analytical and intervention categories in the area of health planning, allowing it to abandon its disciplinary and controlling roles and transforming it into an instrument that will further higher levels of commitment to the production of health and the liberation of creativity by healthcare workers and teams. Among these new categories, the article highlights a few related tomanagement, work process organization, and subjectivity. Este artigo discute as noções de público e privado como dimensões no campo da saúde, nos serviços pertencentes aos setores público e privado. Assume-se que nunca existirá, por exemplo, um serviço totalmente público, ainda que se trate do setor estatal; nem, tampouco, um serviço absolutamente privado, mesmo que seja um serviço lucrativo. Essa delimitação estanque e estrita entre público e privado tem sido ultrapassada pela própria sociedade civil e pela compreensão dos direitos dos cidadãos. A defesa da vida tem sido assumida como valor social, senão em todos os espaços sociais, pelo menos no da saúde. O artigo analisa como o planejamento em saúde lidou com esses conceitos durante a década de 1990 e as conseqüências práticas daquelas abordagens. Por último, propõe-se a incorporação de novas categorias de análise e intervenção para a área de planejamento em saúde que lhe permita sair do papel de disciplina de controle e enquadramento de profissionais e equipes, para transformá-la em instrumento que propicie graus maiores de compromisso com a produção de saúde e libertação da capacidade criativa de profissionais e equipes. Destacam-se, entre essas novas categorias, algumas vinculadas à gestão, organização do processo de trabalho e subjetividade.