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Quando falamos de amor: vivências afetivas na produção de intelectuais negras
Fecha
2016-10-07Registro en:
PEREIRA, Bruna Cristina Jaquetto
Autor
Pereira, Bruna Cristina Jaquetto
Resumen
As experiências no âmbito da sexualidade e da afetividade são, ao mesmo
tempo, subjetivas e sociais, pelo qual se prestam à compreensão de como se conformam
as intersubjetividades e as estruturas e hierarquias sociais, tais como aquelas articuladas
em torno de gênero e raça. Formulações interpretativas largamente aceitas sobre a
sociedade brasileira atribuem à afetividade e à sexualidade papéis centrais nas descrições
e interpretações que propõem. Autores clássicos das Ciências Sociais, como Gilberto
Freyre, tomaram os altos índices de miscigenação da população brasileira como
indicadores da “amenidade” das relações raciais no Brasil, recorrendo a imagens de
“viris” portugueses e “lúbricas” negras e indígenas; Thales de Azevedo identificou uma
“troca de status” (entre classe e raça) na preferência de “mulatos” em ascensão social
por mulheres brancas para o casamento, na Salvador dos anos 1950; Florestan Fernandes
considerou “frouxos” os laços entre homens negros e mulheres negras na sociedade
paulista da mesma época.