dc.description | Contexto: As hepatites B e C são doenças frequentemente encontradas e que possuem grande impacto sobre a saúde pública. A principal forma de transmissão de hepatite B é a sexual, a qual se enquadra, também, como infecção sexualmente transmissível, e a principal forma de transmissão da hepatite C é via sanguínea. Estas infecções, quando não tratadas precocemente e adequadamente, podem evoluir com complicações, como o carcinoma hepatocelular e a cirrose hepática. Objetivo: Determinar o perfil clínico-epidemiológico dos portadores de hepatites B e C atendidos em um centro de atendimento especializado em saúde em um
município no sul de Santa Catarina no período de 2016 a 2020. Métodos: Estudo observacional retrospectivo com delineamento transversal. A análise incluiu 123 pacientes com hepatites B e/ou C que possuíam atendimento no Centro de Atendimento Especializado em Saúde (CAES) em Tubarão – SC, entre os anos de 2016 e 2020. Resultados: A hepatite C foi a mais prevalente, com 79,7% e o sexo masculino o mais notificado em ambas as infecções. Além disso, observouse a forma crônica em 92% e 92,9% das hepatites B e C respectivamente. A minoria dos pacientes possuía vacinação completa contra o HBV. Conclusão: Conhecer detalhadamente o comportamento das hepatites B e C, além da população acometida, auxilia na identificação de pacientes de risco, o que contribui para diagnóstico e tratamento precoce, além da redução de complicações da doença. | |