dc.contributor | Keim, Carolina Neumann | |
dc.contributor | http://lattes.cnpq.br/2165669257293605 | |
dc.contributor | Jurelevicius, Diego de Azevedo | |
dc.contributor | Castilhos, Zuleica Carmen | |
dc.contributor | Saggioro, Enrico Mendes | |
dc.contributor | Coelho, Caio Távora Rachid | |
dc.creator | Sanjad, Pedro de Moura | |
dc.date | 2022-07-21T16:09:56Z | |
dc.date | 2023-09-27T03:02:33Z | |
dc.date | 2021-06-09 | |
dc.date.accessioned | 2023-09-27T13:58:09Z | |
dc.date.available | 2023-09-27T13:58:09Z | |
dc.identifier | SANJAD, P. de M. (2021). Ação dos microrganismos heterotróficos nativos do Rio Paraopeba na dissolução redutiva do ferro, em sedimentos de fundo de trechos atingidos ou não pelo rejeito de mineração da barragem I da mina de Córrego do Feijão (Brumadinho, MG) [Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal do Rio de Janeiro]. Repositório Institucional Pantheon. | |
dc.identifier | http://hdl.handle.net/11422/17816 | |
dc.identifier.uri | https://repositorioslatinoamericanos.uchile.cl/handle/2250/8916862 | |
dc.description | Em janeiro de 2019, ocorreu o rompimento da Barragem I da Mina de Córrego do Feijão, no município de Brumadinho, MG. A força da enxurrada causou vários danos materiais, além de provocar a morte de mais de 250 pessoas. O rejeito deslocou-se por gravidade até chegar à calha do Rio Paraopeba, onde foi carregado pela correnteza, depositando-se nos sedimentos e causando mudanças na qualidade da água. O rejeito continha cerca de 56% de ferro, principalmente em óxidos/hidróxidos de Fe(III) como hematita e goetita, minerais que funcionam como carreadores de diversos elementos-traço no ambiente. Na crosta terrestre, o
ferro se alterna entre um estado mais oxidado (Fe(III) ou férrico), menos solúvel, e um mais reduzido (Fe(II) ou ferroso), mais solúvel. Em pH neutro a alcalino, o Fe(II) é rapidamente oxidado a Fe(III) na presença de oxigênio. Já a redução do Fe(III) a Fe(II) é catalisada pela ação de microrganismos heterotróficos em anaerobiose, que usam o Fe(III) disponível como aceptor final de elétrons (redução dissimilatória de ferro), ou para melhorar o balanço redox (fermentação), reduzindo-o a Fe(II). Como o Fe(II) é mais solúvel que o Fe(III), a redução do Fe(III) a Fe(II) pode levar a dissolução de minerais e a liberação de elementos-traço para a fase
líquida. Neste trabalho, temos como objetivos verificar a presença e as atividades de microrganismos que realizam a dissolução redutiva de ferro nos sedimentos do Rio Paraopeba. Para isso, coletamos amostras de água e sedimentos em três pontos do rio, sendo um a montante da região atingida pelo rejeito da Barragem I (P1), e outros dois a jusante do ponto de entrada do rejeito no rio (P2 e P3). A água e os sedimentos foram utilizados para construir microcosmos anóxicos, contendo ou não microrganismos nativos e adição de substratos orgânicos. A dissolução redutiva do ferro foi avaliada por meio da análise da concentração de Fe(II) na fase líquida. Os resultados mostram que a concentração de ferro aumenta ao longo do tempo nos
experimentos contendo microrganismos vivos e glicose ou extrato de leveduras, mas não nos microcosmos contendo acetato, nem naqueles sem adição de matéria orgânica, e nem nos microcosmos autoclavados. Não foram observadas diferenças significativas nas concentrações de Fe(II) da fase líquida entre os microcosmos representando P1, P2 e P3 até cerca de 50 dias, porém após esse período as concentrações de Fe(II) nos microcosmos representando P1 começaram a cair, enquanto nos microcosmos representando P2 e P3 as concentrações de Fe(II) continuaram aumentando, atingindo um platô que se manteve até o término do experimento em 200 dias. Concluímos que existem microrganismos capazes de realizar a dissolução redutiva de ferro nos sedimentos do Rio Paraopeba, os quais se tornam ativos na presença de substratos orgânicos fermentáveis. Como desdobramento deste trabalho, sugerimos o controle do lançamento de efluentes orgânicos e esgotos domésticos na bacia do Rio Paraopeba como forma de limitar a transferência de elementos-traço dos sedimentos para a coluna d’água. | |
dc.language | por | |
dc.publisher | Universidade Federal do Rio de Janeiro | |
dc.publisher | Brasil | |
dc.publisher | Instituto de Microbiologia Paulo de Góes | |
dc.publisher | UFRJ | |
dc.rights | Acesso Aberto | |
dc.subject | Rios | |
dc.subject | Sedimentos | |
dc.subject | Resíduos | |
dc.subject | Mineração | |
dc.subject | Ferro | |
dc.subject | Rivers | |
dc.subject | Sediments | |
dc.subject | Waste products | |
dc.subject | Mining | |
dc.subject | Iron | |
dc.subject | CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::MICROBIOLOGIA | |
dc.subject | CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::IMUNOLOGIA | |
dc.title | Ação dos microrganismos heterotróficos nativos do Rio Paraopeba na dissolução redutiva do ferro, em sedimentos de fundo de trechos atingidos ou não pelo rejeito de mineração da barragem I da mina de Córrego do Feijão (Brumadinho, MG) | |
dc.type | Trabalho de conclusão de graduação | |