Otro
Núcleo Rondon UESC: lição de vida e de cidadania no Território Litoral Sul da Bahia
Autor
Júnior, Guilhardes de Jesus
Morett, Amarildo José
Institución
Resumen
Trabalho apresentado no II Congresso Nacional do PROJETO RONDON, realizado em Florianópolis, SC, no período de 23 a 25 de setembro de 2015 - Universidade Federal de Santa Catarina. À Universidade cabe a formação de sujeitos capazes de se engajarem em causas que demandam uma intervenção mais efetiva para a promoção do bem-estar e a melhoria da sociedade. Para tanto, desenvolve competências cognitivas para o aprendizado de valores que se expressem em relacionamentos pautados na ética, respeito à identidade cultural e comprometimento com a promoção incessante de ações que superem as exclusões sociais, seja qual for sua natureza. Dessa forma a prática colocada a serviço da Responsabilidade Social ocupa posição estratégica no processo permanente de articulação com a sociedade, integrando as atividades de Ensino e Pesquisa às demandas sociais através da Extensão. De acordo com essa premissa, a Universidade Estadual de Santa Cruz instituiu o Núcleo Rondon UESC, como Programa de Extensão Continuada, com o objetivo estratégico de viabilizar a participação do estudante universitário nos processos de desenvolvimento local sustentável e de fortalecimento da cidadania nas comunidades aonde atua, elegendo como local de intervenção imediata o Território de Identidade Litoral Sul da Bahia, composto de 26 municípios com alto grau de vulnerabilidade social. Atuando em parceria com as prefeituras municipais e outros importantes atores governamentais e não governamentais, iniciou suas atividades em 2014, tendo realizado intervenções em três municípios no mês de janeiro, na Operação Capicongo, e em dois municípios no mês de julho, na Operação Jupati, sendo oferecidas em ambas atividades educativas e de capacitação às populações alvo, que compreendem prioritariamente funcionários públicos, agentes de saúde, servidores da área de educação e líderes comunitários, sem deixar de atender às comunidades, principalmente crianças e donas de casa. Em especial na Operação Jupati, foram atendidas comunidades quilombolas no Município de Maraú e uma aldeia indígena no Município de Pau Brasil. Nessas duas operações foram atendidas cerca de cinco mil pessoas entre atividades de capacitação e ludicidade, obtendo avaliação bastante favorável tanto dos voluntários quanto das populações atendidas.