dc.contributor | Floeter, Sergio Ricardo | |
dc.contributor | Teixeira, Lucas Nunes | |
dc.creator | Toledo, Jaqueline Gonçalves de | |
dc.date.accessioned | 2022-08-03T19:06:13Z | |
dc.date.accessioned | 2022-12-13T17:57:41Z | |
dc.date.available | 2022-08-03T19:06:13Z | |
dc.date.available | 2022-12-13T17:57:41Z | |
dc.date.created | 2022-08-03T19:06:13Z | |
dc.date.issued | 2022-07-14 | |
dc.identifier | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/237726 | |
dc.identifier.uri | https://repositorioslatinoamericanos.uchile.cl/handle/2250/5337742 | |
dc.description.abstract | Os peixes são componentes fundamentais nas cadeias tróficas dos recifes, e muitas de suas presas se encontram no substrato, seu forrageamento é um fator estruturante das comunidades bentônicas. Desta forma, há também uma relação entre e a complexidade tridimensional do substrato com as possibilidades de exploração, já que organismos bentônicos tendem a preferir uma localização específica na complexidade estrutural, e os peixes recifais conseguem forragear de acordo com suas capacidades ecomorfológicas. Focar nas nuances do forrageamento da assembleia de peixes nos ajuda a entender sobre como é a partição de recursos diferencial entre as espécies que coexistem. Para tanto, foi analisado como é o uso das orientações superficiais dos recifes, avaliando a pressão alimentar em cada microhabitat, determinado pelo ângulo do substrato, e em cada inclinação corporal utilizada pelos peixes durante a alimentação. Para se ter um panorama mais amplo desta relação, foi feito um comparativo entre os grupos tróficos de dois sistemas contrastantes, em termos de riqueza de espécies e complexidade estrutural: os recifes rochosos de Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP), que dado o isolamento e tamanho, contém baixa ictiofauna e complexidade estrutural; e os recifes biogênicos de Curaçao, no Caribe, com grande riqueza de espécies e alta complexidade. Independente da complexidade, em ambos os tipos recifais os microhabitats planos e diagonais foram os mais explorados. Isso se mostrou relacionar à localização dos alvos de alimentação dos peixes, visto que os herbívoros-detritívoros, o principal grupo trófico nos dois locais, se alimentam principalmente da matriz de algas epilíticas (MAE), mais encontradas em superfícies expostas por serem favorecidos pela luz. Como a MAE é um dos principais componentes que recobrem esses locais, boa parte das presas dos invertívoros também vivem ali. Chaetodon striatus forrageou principalmente nas pequenas fissuras do substrato onde se entocam os poliquetas sésseis que preda, e sua morfologia permite acessar. Já a amplitude de inclinações corporais que os peixes exploraram durante a alimentação foi maior entre o grupo dos herbívoros detritívoros, com a maior pressão alimentar. No entanto, isso se deu de forma diferencial entre os locais, de acordo com a ecomorfologia das espécies dominantes. Em ASPSP, foi Melichthys niger, que apesar de investir principalmente em substratos planos com inclinação perpendicular a ele (i.e., com ângulo de 90°), também explorou diversos ângulos do microhabitat e do peixe, dada sua natação balistiforme que lhe confere alta capacidade de manobra. Em Curaçao, os peixes papagaios quem mais morderam, utilizando inclinações corporais de forma diagonal ao substrato, que possivelmente facilita a mordida de acordo com morfologia de sua dentição. Com o uso de sua nadadeira peitoral que impulsiona e dá grande mobilidade à sua natação, esses peixes também exploram grande amplitude de inclinações corporais. Isso pode ser reflexo de uma partição diferencial dos recursos a fim de evitar a sobreposição de seus nichos. | |
dc.description.abstract | Fishes are fundamental components in reefs food chains, and since many of it’s prays are found in the substrate, their foraging is a structuring factor of benthic communities. Thus, there is a straight relationship between the three-dimensional complexity of the substrate and the exploration possibilities, given the benthic organisms tend to prefer a specific location in the structural complexity, and reef fishes are able to forage according to their ecomorphological capabilities. Focusing on the nuances of fish assemblage foraging helps us understand the differential partition of resource between coexisting species. It was analyzed the reef surface orientations use, evaluating feeding pressure in each microhabitat, determined by the substrate angle, and in each body inclination used by the fish while feeding. For a broader picture, a comparison was made between the trophic groups of two contrasting systems, in terms of species richness and structural complexity: the rocky reefs of St. Peter and St. Paul’s (SPSP), a small and isolated archipelago with a depauperated ichthyofauna and low structural complexity; and the biogenic reefs of Curaçao, in Caribbean, with greater species richness and higher complexity. Regardless of the complexity, in both reef the flat and diagonal microhabitats were the most explored. This showed relation with the location of the fish feeding targets, since herbivores-detritivores, the main trophic group in both locations, feed mostly in Epilithic Algae Matrix (EAM), which are more commonly found on exposed surfaces, given its relationship with light. EAM is one of the main components covering both reefs, where most of the invertivores' prey also live. Chaetodon striatus foraged mainly in shallow cracks in the rocks, where the sessile polychaetes that prey burrow into, and its morphology allows to access. The body inclinations utilized by fish during feeding had a wider range among the herbivore-detritivorous, the group with highest feeding pressure. However, this occurred differently between the sites, according to the ecomorphology of the dominant species. In SPSP, was Melichthys niger, which, despite investing mainly in flat substrates with a perpendicular inclination to it (i.e., with an angle of 90°), also explored different angles of the microhabitat and the fish, given its ballistiform swimming with higher capacity for maneuver. In Curaçao, was the parrotfishes, bitting mostly using body inclinations diagonally to the substrate, which possibly facilitates the bite according to the morphology of their dentition. Given the great mobility their pectoral fin promotes to their swimming, these fish also exploit a wide range of body inclinations. This may reflect a differential partition of resources in order to avoid overlap between their niches. | |
dc.language | pt_BR | |
dc.publisher | Florianópolis, SC. | |
dc.rights | Open Access | |
dc.subject | Interação trófica | |
dc.subject | Comportamento alimentar | |
dc.subject | Ecomorfologia | |
dc.subject | Complexidade estrutural | |
dc.title | Análise comparativa do forrageio de peixes em microhabitats de recifes rochosos e biogênicos | |
dc.type | TCCgrad | |