Dissertação de mestrado
Perfil comportamental de crianças com migrânea com e sem aura
Fecha
2020-01-30Autor
Fukue, Rosemeire Rocha [UNIFESP]
Institución
Resumen
Migraine in children and adolescents is often accompanied by psychological symptoms. Previous studies using the Child Behavior Checklist (CBCL) compared healthy and migraine patients and found a higher frequency of internalization symptoms in migraine children. However, it is still uncertain whether the presence of aura can impact the development of behavioral symptoms in patients with migraine. The study aimed to compare the behavioral profile of children and adolescents with migraine with and without aura through the CBCL Inventory. Ninety-eight children and adolescents aged 6 to 15 years with migraine, with and without aura, were recruited and their mothers completed the CBCL (618 years). Responses in the different subscales (Internalizing, externalizing, total problems, anxious/depressed, withdrawn/depression, somatic complaints, social problems, thought problems, delinquent behavior/rule break, aggressive behavior) were analyzed. The comparison between both groups, migraine with aura and migraine without aura, showed significantly higher scores in the externalizing scale (raw scores= 17 vs 13,14, p=0,0373). The analysis of the subscales showed only a significantly difference in the aggressiveness behavior, with higher values in the group with aura (T score=13,69 vs 10,37, p=0,0269) and higher proportion of patients classified in the clinical range (43,59% vs 15,25%). Frequency of episodes of migraine, age and gender did not affect the results on aggressive behavior. We conclude that children and adolescents with migraine with aura may have a higher risk of developing externalizing and aggressive behaviors when compared to children with migraine without aura. Our study shows the relevance of early clinical and psychological interventions in children and adolescents with migraine, specially migraine with aura, regardless of the frequency of migraine episodes. A migrânea em crianças e adolescentes é frequentemente acompanhada por sintomas psicológicos. Estudos anteriores, utilizando o Child Behavior Checklist (CBCL) compararam pacientes com migrânea com sadios e encontraram maior frequência de sintomas de internalização nas crianças migranosas. No entanto, até o momento não se sabe a influência da aura no desenvolvimento de sintomas comportamentais nos pacientes com migrânea. O objetivo deste estudo foi comparar o perfil comportamental de crianças e adolescentes com migrânea com e sem aura por meio do Inventário CBCL. Noventa e oito crianças e adolescentes com idades entre 6 e 15 anos com migrânea com e sem aura foram recrutadas e suas mães completaram o CBCL (6-18 anos). As respostas nas diferentes subescalas (comportamento internalizante, externalizante, total de problemas, Ansiedade/Depressão, Isolamento/Depressão, Queixas Somáticas, Problemas Sociais, Problemas de Pensamento, Problemas de Atenção, Comportamento de Quebrar Regras/Delinquencial, Comportamento Agressivo) foram analisadas. A comparação entre os grupos migrânea com aura sem aura mostrou escores significativamente maiores para comportamento de externalização no grupo com aura (escore bruto 17, vs 13,14; p=0,0373). A análise das subescalas de comportamentos demonstrou diferença significante apenas para o comportamento de agressividade, com escores maiores para o grupo com aura (escore T=13,69) comparado ao grupo sem aura (escore T=10,37, p=0,0269) e maior proporção de pacientes classificados na categoria clínica (43,59% vs15,25%). Não houve influência da frequência de crises, idade ou gênero sobre o comportamento de agressividade. Conclui-se que crianças e adolescentes com migrânea com aura podem apresentar maior risco de desenvolver comportamentos de externalização, principalmente no desenvolvimento da agressividade quando comparados a crianças com migrânea sem aura. Nosso estudo evidencia a importância da intervenção precoce tanto do ponto de vista clínico quanto psicológico em crianças e adolescentes com migrânea, sobretudo na migrânea com aura, independentemente da frequência das crises de cefaleia.