Tesis
Um estudo sobre a expressão gramatical da polidez em Libras
Fecha
2018-08-22Registro en:
GARCIA, Rosani Kristine Paraíso. Um estudo sobre a expressão gramatical da polidez em Libras. 2018. 85 f., il. Dissertação (Mestrado em Linguística)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.
Autor
Garcia, Rosani Kristine Paraíso
Institución
Resumen
Este estudo versa sobre a expressão da polidez na Língua de Sinais Brasileira (Libras ou LSB) e desenvolve-se pela análise de dados coletados em comunidade surda usuária de Libras. Assim como em qualquer língua, nas línguas de sinais há o uso de diferentes registros e “graus” de polidez. O objetivo geral do estudo é analisar os elementos linguísticos utilizados como recursos na expressão gramatical da polidez em Libras, tomando como ponto de partida o trabalho pioneiro de Brown e Levinson (1987 [1978]) e um capítulo que Ferreira Brito (1995) desenvolve sobre esse assunto. Como se trata de um tema que está na interface entre a gramática e o discurso, a abordagem teórica leva em conta categorias de análise de base funcionalista, mas trabalha, também, com pressupostos da gramática gerativa, quanto à existência de uma faculdade da linguagem e de mecanismos gramaticais universais para a expressão do pensamento. O caminho metodológico adotado para esta pesquisa baseia-se em coleta de dados, por meio de filmagens em vídeo e de entrevistas, a fim de comparar os diferentes mecanismos gramaticais utilizados pelos surdos sinalizantes de Libras e analisar esses mecanismos com base no referencial teórico adotado. A análise dos dados permitiu identificar que os surdos participantes da pesquisa relacionam os registros formais e informais com o comportamento mais (ou menos) polido dos interlocutores, sendo a estrutura diretiva a preferida tanto em situações formais quanto em situações informais. Essa característica se revelou ser própria da Libras – confirmando-se a proposta de Ferreira Brito (1995) de que a familiaridade é um aspecto fundamental para a descrição da polidez nessa língua, e desafiando-se a teoria de Brown e Levinson (1987 [1978]) de que os atos de fala indiretos agregam elementos de polidez nas línguas em geral.