Tesis
Sustentabilidade urbana e vulnerabilidade social : o sistema de espaços livres públicos na perspectiva da configuração urbana em três cidades brasileiras
Fecha
2022-02-17Registro en:
LEITE, Adriana Salles Galvão. Sustentabilidade urbana e vulnerabilidade social: o sistema de espaços livres públicos na perspectiva da configuração urbana em três cidades brasileiras. 2021. 229 f., il. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) — Universidade de Brasília, Brasília, 2021.
Autor
Leite, Adriana Salles Galvão
Institución
Resumen
A pesquisa compreende a investigação dos padrões da estrutura intraurbana em três
cidades brasileiras (Belo Horizonte, Goiânia e Brasília), idealizadas e fundadas num
mesmo momento político (República). O objetivo é explorar questões de
sustentabilidade urbana e vulnerabilidade social, vinculadas à configuração espacial,
legíveis a partir do sistema de espaços livres públicos, de modo a responder a seguinte
questão de pesquisa: de que maneira a análise configuracional do sistema de espaços
livres públicos nas cidades brasileiras – a rede de caminhos e os parques – contribui
para o estudo da sustentabilidade urbana e da vulnerabilidade social no país? A
metodologia consiste na análise da rede de caminhos e dos parques urbanos por meio
de duas macroetapas de estudo, amparadas em (1) eixos de interpretação
(Acessibilidade e Sustentabilidade), (2) variáveis de investigação (Configuracionais,
Ambientais e Socioespaciais) e (3) escalas urbanas (Global e Local). Os resultados
obtidos permitem explorar um conjunto de aspectos sobre o comportamento das
variáveis, tanto em perspectiva qualitativa quanto quantitativa, embasadas pela
compreensão dos assentamentos desde seu respectivo momento de inauguração. Os
achados apontam que, a despeito de algumas variações, as três cidades reproduzem
tendências identificadas em demais municípios brasileiros, de porte equivalente ou não.
A análise entre os atributos configuracionais e as características socioespaciais indicam
aproximação entre diversas medidas: percebe-se que a segregação social marca o
tecido urbano e as áreas orginalmente projetadas de Belo Horizonte, Goiânia e Brasília
pouco representam da área ocupada pelo sistema urbano contemporâneo,
simultaneamente fragmentado e em padrão em “colcha de retalhos”. As estratégias
empregadas para compreender as desigualdades dos assentamentos indicam que o
modelo de estrutura urbana é aquele em que a segregação social dialoga com a
segregação espacial, reforçando os efeitos do binômio periferia versus centro. A partir
do entendimento das relações configuracionais, com foco nas características intrínsecas
passíveis de serem mensuradas pela análise intraurbana desenvolvida no estudo,
comprova-se o quanto aspectos de acessibilidade estão relacionados à sustentabilidade
urbana e, também, à vulnerabilidade social