Tesis
Hipovitaminose D, densidade mineral óssea e polimorfismo do gene receptor de vitamina D em idosas com síndrome metabólica
Fecha
2020-07-22Registro en:
PAIVA, Fernanda Thais Ferreira de. Hipovitaminose D, densidade mineral óssea e polimorfismo do gene receptor de vitamina D em idosas com síndrome metabólica. 2019. 105 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências e Tecnologias em Saúde)—Universidade de Brasília, Ceilândia, 2019.
Autor
Paiva, Fernanda Thais Ferreira de
Institución
Resumen
Introdução: O processo de envelhecimento, isoladamente, acarreta mudanças fisiológicas que, quando aliadas aos maus hábitos de vida, podem ocasionar alterações metabólicas como a obesidade, aumentando o risco de desenvolver a Síndrome Metabólica (SM). Nesse sentido, alguns fatores como, por exemplo, hipovitaminose D e polimorfismos genéticos têm sido associados à SM. Objetivo: Investigar a relação da composição corporal, densidade mineral óssea, força muscular, índices bioquímicos e a presença dos polimorfismos TaqI e FokI no gene do receptor da vitamina D (VDR) com a síndrome metabólica em idosas atendidas na atenção primária em saúde de uma região administrativa do Distrito Federal. Método: estudo descritivo, quantitativo e transversal, realizado em duas Unidades Básicas de Saúde do Distrito Federal, com amostra de 124 idosas com idade ≥ 60 anos e pós-menopausa. A coleta de dados ocorreu em duas etapas: na primeira etapa foi realizada coleta de sangue, caracterização sociodemográfica, aferição da pressão arterial e mensuração da forca de preensão manual. A segunda etapa consistiu na avaliação da composição corporal por meio da antropometria e do exame de Absorciometria de raios-X de dupla energia. Os dados foram analisados por meio do cálculo de frequências absolutas, relativas e medidas de dispersão; o nível de significância considerado foi de 5%; a comparação de médias foi realizada pelo teste t e pela ANOVA seguida pelo teste post hoc de Bonferroni. Foi utilizada a correlação de Pearson, o teste do Qui-Quadrado e a estimativa do Odds Ratio (OR) das frequências genotípicas, com intervalo de confiança (IC) de 95%. Além disso, foi realizada análise de regressão logística. Resultados: A prevalência de SM foi de 69,4% e 30,7% apresentavam 3 componentes, sendo a circunferência abdominal (CA) o mais frequente (78,2%). Quanto às comorbidades, a hipertensão arterial (HAS) e o diabetes mellitus (DM) foram significativamente associados à SM (p=0.04 e p<0,001, respectivamente). Os parâmetros bioquímicos que foram associados à SM foram: glicemia, hemoglobina glicada (HbA1c), triglicerídeos (TG) e HDL (p<0,001). Já os parâmetros de composição corporal e força muscular (FM) associados à SM foram: CA (p=0,001), percentual de gordura corporal (PGC)(p<0,001), densidade mineral óssea (DMO)(p=0,020) e FM relativa (p=0,012). Além disso, alguns parâmetros também foram associados ao número de componentes, que foram: PGC (p=0,002), DMO (p=0,027), glicemia de jejum (p<0,001), HbA1c (p<0,001), colesterol total (p=0,049), TG (p<0,001) e HDL (p<0,001). Observou-se ainda que não houve associação entre a hipovitaminose D e os polimorfismos TaqI e FokI com a SM. Por fim, as variáveis que foram consideradas preditoras da SM nas idosas foram: TG aumentado (OR: 17,387; IC: 3,433-88,053), HDL alterado (OR:11,936; IC: 3,412-41,753), CA aumentada (OR:5,685; IC: 1,453-22,239), PAS elevada (OR:4,538; IC: 1,350-15,250), HbA1c aumentada (OR:5,840; IC: 1,684-20,250) e diminuição da FM (OR:4,268; IC: 1,283-14,197). Conclusão: os fatores de risco identificados neste estudo são considerados como fatores modificáveis por meio da mudança no estilo de vida, evidenciando, assim, a necessidade de adoção de medidas efetivas de promoção da saúde, que podem resultar na prevenção de complicações e na redução da prevalência de SM.