dc.description.abstract | É crescente o número de idosos que reside em Instituição de Longa Permanência (ILPI), o que demanda maior atenção dos profissionais que atuam com a saúde destes, como no estudo do uso medicamentos potencialmente inapropriados (MPI), por meio de critérios explícitos. Objetivou-se nesta pesquisa analisar o uso de medicamentos prescritos em prontuários para idosos residentes em uma ILPI. Realizou-se estudo observacional transversal dos prontuários dos idosos (≥ 60 anos) com diagnóstico médico e uso contínuo de dois ou mais medicamentos por, no mínimo, há um mês. Pesquisa realizada no período de janeiro a março de 2016. Utilizou-se um instrumento de coleta de dados para obter informações de 77 idosos sobre seus problemas de saúde, dados sociodemográficos e medicamentos utilizados. Foram aplicados os critérios de Beers 2015, para a análise do uso de MPIs de acordo com a seguinte categorização: MPI-1 - Medicamentos Potencialmente Inapropriados (MPI) para os idosos; MPI-2 - MPI para idosos devido a interações fármaco-doença ou fármaco-síndromes que podem exacerbar a doença ou síndrome existente; e MPI-3 - MPI que devem ser utilizados com cautela nos idosos. A pesquisa foi aprovada por Comitê de Ética em Pesquisa. Foram realizadas análises descritivas e bivariadas, bem como a correlação entre variáveis. Houve predominância de idosos com idade ≥ 80 anos, homens, brancos, solteiros, com rede de apoio familiar e motivo morar sozinho e não ter condições de se cuidar. Os grupos de doenças mais prevalentes foram: transtornos mentais/comportamentais, doenças do sistema circulatório, sistema nervoso e doenças infecciosas e parasitárias, predominando a hipertensão arterial, demência e doença de Chagas. Houve média de 3,78 medicamentos utilizados por idoso, sendo os mais utilizados a hidroclorotiazida e o ácido acetilsalicílico. A polifarmácia (n≥5) ocorreu em de 20,3% das prescrições e houve duplicidade terapêutica em 28,6% das prescrições. Dos 80 fármacos, menos de 25% estiveram envolvidos em MPI-1 e MPI-2 e 30% com MPI-3. Os medicamentos mais prevalentes foram: MPI-1, diazepam, omeprazol e risperidona; MPI-2, diazepam, risperidona e citalopram; MPI-3, hidroclorotiazida e ácido acetilsalicílico. Diazepam, risperidona e citalopram foram os mais prevalentes como MPI-2 para o delírio, e risperidona e citalopram para demência/disfunção cognitiva. Apenas três idosos estiveram envolvidos com potenciais interações medicamentosas. Os idosos que estavam em polifarmácia apresentaram maior quantidade de doenças (p-valor 0,003). Houve correlação regular entre quantidade de doenças e MPI-2, MPI-1(r 0,31, p-valor 0,005), MPI-2 (r 0,42, p -valor <0,001) e MPI-3 (r 0,197, p-valor 0,197). A idade dos idosos correlacionou-se negativamente e em grau regular com MPI-1 (r 0,46, p-valor 0,001). Esta pesquisa demonstrou a presença de MPIs entre os medicamentos utilizados pelos idosos, bem como associação entre polifarmácia e doenças. Prescrições medicamentosas para idosos devem ser centradas nas circunstâncias individuais e nos objetivos terapêuticos. Assim, esse estudo contribui para a prática da segurança do paciente idoso pelo uso de ferramenta explícita de análise de MPIs. | |
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