| dc.description.abstract | Esta pesquisa investiga as crenças e ações referentes ao feedback corretivo fornecido
pelos professores de espanhol como língua estrangeira (LE) em relação aos erros da
oralidade cometidos por seus alunos, baseando-nos em Barcelos (2004; 2007; 2010),
Conceição (2004) e Mukai (2012; 2014) para o estudo das crenças, Borg (2009),
Gabillon (2012) e Phipps e Borg (2009) para as crenças dos professores em particular;
em Krashen (1982), Mukai (2009), Ortiz Álvarez (2012), Selinker (1972) e Swain
(1995) para o estudo do erro; e em Battistella (2015), Lyster e Ranta (1997), Lyster e
Saito (2010), Lyster, Saito e Saito (2012) e Menti (2003; 2006) para o estudo do
feedback corretivo da oralidade dentre outros. As conexões entre crenças e ações são
estudadas sob a perspectiva da relação hermenêutica (BARCELOS, 2010;
RICHARDSON, 1996) e analisadas procurando concordâncias e discrepâncias entre as
mesmas, visando à compreensão destas últimas. A pesquisa, seguindo os princípios do
método qualitativo, é um estudo de caso interpretativista com duas participantes, e
realizou-se seguindo a abordagem contextual das pesquisas sobre crenças. O contexto
de pesquisa foi uma escola de línguas vinculada a uma universidade pública do Distrito
Federal, e nele realizou-se a coleta de dados mediante observação de aula, notas de
campo, diário de anotações das participantes da pesquisa, questionário semiestruturado
e entrevista individual semiestruturada. Após a análise dos dados, verificou-se que as
professoras de espanhol acreditam que o erro é um elemento inerente à aprendizagem de
línguas e que o feedback corretivo pode trazer benefícios, como a reflexão sobre o erro.
Por outro lado, as suas crenças centrais, baseadas na experiência enquanto alunas,
expressam seus receios sobre as influências que o feedback corretivo pode ter na
dimensão afetiva do aluno. O feedback fornecido pelas professoras foi quase que
exclusivamente via recast no caso de uma das participantes e no caso da outra, houve
predomínio do recast, seguido do pedido de esclarecimento. Por último, na relação entre
crenças e ações, identificou-se a influência das primeiras nas segundas, e olharam-se as
concordâncias e discrepâncias entre as crenças identificadas e as ações observadas.
Houve um maior número de concordâncias, entendendo-se que os fatores contextuais
permitem que exista uma relação harmônica entre crenças e ações. As discrepâncias
foram compreendidas levando em consideração a constituição do sistema de crenças das
professoras no qual existem crenças centrais e periféricas, sendo que as primeiras
apresentaram-se como fortes influências quando se trata de realizar escolhas sobre o
feedback corretivo fornecido. | |
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