Tesis
Expressão de proteína parasporina 2 (PS2) de bacillus thuringiensis em células de inseto e análise de sua toxicidade para células tumorais e de insetos
Fecha
2016-09-09Registro en:
LAMAR, Deborah da Costa. Expressão de proteína parasporina 2 (PS2) de bacillus thuringiensis em células de inseto e análise de sua toxicidade para células tumorais e de insetos. 2016. xvi, 97 f., il. Dissertação (Mestrado em Patologia Molecular) — Universidade de Brasília, Brasília, 2016.
Autor
Lamar, Deborah da Costa
Institución
Resumen
Bacillus thuringiensis é uma bactéria Gram positiva, produtora de cristais protéicos ou δ-endotoxinas (toxinas Cry e Cyt) durante a fase de esporulação. As toxinas. Cry apresentam atividade inseticida específica, e as toxinas Cyt apresentam atividade citolítica inespecífica. Algumas proteínas produzidas por B. thuringiensis durante a fase de esporulação que não apresentam caráter inseticida, mas apresentam-se tóxica para células tumorais foram descritas. Essas proteínas receberam o nome de Parasporinas (PS), devido à capacidade de produzir cristais paraesporais e até o momento são classificadas em seis tipos (PS1-PS6). Baculovírus são vírus de insetos usados no controle biológico de pragas da agricultura, porém também têm sido muito utilizados como vetores de expressão de proteínas heterólogas em células de inseto. No presente trabalho, o gene ps2 foi montado, por meio de PCR, através de fragmentos sintetizados a partir de uma sequência lotada no banco de dados, e o produto de PCR foi clonado em um vetor de transferência para construção de um baculovírus recombinante. Após obtenção do vírus recombinante, observou-se que células SF9 quando infectadas com vAcPS2, morriam em um tempo curto de infecção, quando comparado com células infectadas com o vírus selvagem. Após purificação, solubilização e ativação da toxina PS2 recombinante, ensaios de viabilidade celular foram feitos com linhagens de células tumorais, câncer mamário (MCF-7) e câncer mamário metastático (MDA-MB-231), células não tumorais humanas (fibroblastos) e células de inseto (Sf9), confirmando a atividade tóxica de PS2 apenas para as células tumorais.