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Hematoma extradural estudo radiológico comparativo entre pacientes em coma e não comatosos
Fecha
1992-09-01Registro en:
Arquivos de Neuro-Psiquiatria. Academia Brasileira de Neurologia - ABNEURO, v. 50, n. 3, p. 275-283, 1992.
0004-282X
S0004-282X1992000300003.pdf
S0004-282X1992000300003
10.1590/S0004-282X1992000300003
Autor
Mello, Luis Renato
Ferraz, Fernando A. P.
Braga, Fernando M.
Institución
Resumen
A series of 129 patients harbouring extradural hematomas was analysed considering the neurological state immediately before operation as the most consistent variable. Seventy eight patients were considered to be comatous (Group I) and 51 were noncomatous. Among the comatous group, 30 were investigated with computerized tomography (23.3% mortality, 50% good results), 31 were submitted to angiography (48.3% mortality, 38.7% good results), and 17 were operated based on the neurological examination and skull radiography (47% mortality, 35.2% good results). The presence or absence of skull fracture and the density of hematoma did not change the final outcome. Associated intracranial lesions increased the mortality and lowered the good results in both groups. Frontal hematomas (10 cases) in the comatous group were associated with high mortality (52.6%) due to bad neurological state (Glasgow 3-5) and to isolated or multiple intracranial associated lesions (6 patients). Considerando o estado neurológico imediatamente antes da operação como a variável miais fidedigna para antecipação do prognóstico dos hematomas extradurais, os autores realizaram estudo radiológico comparativo de 129 pacientes operados por esta patologia. Desta amostra, 78 casos se encontravam em coma (Grupo I) e 51 eram não comatosos (Grupo II). No grupo I, os 30 casos investigados pré-operatoriamente com tomografia tiveram 23,3% de mortalidade e 50% de bons resultados; dos 31 casos submetidos a angiografia, 48,3% faleceram e 38,7% tiveram bons resultados; 17 casos foram operados pela radiografia simples de crânio e exame neurológico, com 47% de mortalidade e 35,2% de bons resultados. A presença de fratura de crânio e a densidade tomográfica do hematoma não interferiram nos resultados. A presença de lesão associada intracraniana aumentou a mortalidade e diminuiu a quantidade de bons resultados tanto no Grupo I quanto no Grupo II. A localização frontal do hematoma foi associada a elevada mortalidade (52,6%) no grupo comatoso, por estarem todos os pacientes entre 3 a 5 pontos na Escala de Glasgow e seis deles por apresentarem lesões associadas intracranianas únicas ou múltiplas.