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THE ROLE OF NON-AGRICULTURAL INCOME IN REDUCING RURAL POVERTY AND INEQUALITY IN SOUTH REGION
O PAPEL DAS RENDAS NÃO-AGRÍCOLAS PARA REDUÇÃO DA POBREZA E CONCENTRAÇÃO NA REGIÃO SUL
Autor
Lima, Joao Ricardo
Piacenti, Carlos Alberto
Resumen
In South region can be considered that the most part of farmers has more access to technology, are integrated to the agroindustries complex and their average household income are higher then the others regions farmers. Even thus, the seek to diversificate the rent, mainly of non-agricultural source, seems to be an important estrategy to increase the household income. This article analysis the role of non-agricultural income in reducing rural poverty and inequality in South region. The used data are the PNAD/IBGE microdata
of 2005. The theoretical framework is related to rural labour supply, centering in the possibility of the households members to engage (or not) in multiple job offers. The econometric model is Tobit II, estimated by maximizing the
log-pseudolikelihood function, being made simulation in household income to estimate the average income, the poverty and inequality level, with and without non-agricultural income. Results show that, with regard to inequality, the nonagricultural income contributes in reducing the inequality, decreasing the Gini and Theil indexes. With regard to rural poverty, using the FGT index, as much for headcount ratio (P0), how much for poverty-gap (P1) and square povertygap
(P2), is observed that the non-agricultural income contribute to reducing poverty. With this information, it’s considered important to think public policies that estimulate the pluriactivity and/or the access to non-agricultural income. Na região Sul, pode-se considerar que a maior parte dos produtores têm mais acesso a tecnologia, estão integrados aos complexos agroindustriais e percebem renda média familiar mais elevada do que os produtores de outras regiões do país. Mesmo assim, a busca por diversificação da renda, principalmente de fonte não-agrícola, parece ser uma importante estratégia das famílias para elevar a renda familiar. Este artigo analisa o papel das rendas não-agrícolas na redução da pobreza rural e na concentração de renda na região Sul. Utilizam-se os dados da PNAD/IBGE para o ano de 2005. O modelo teórico está relacionado à oferta de mão-de-obra rural, focando a possibilidade dos membros da família
se engajar (ou não) em múltiplas fontes de emprego. O modelo econométrico é o Tobit II, estimado por máxima pseudo-verossimilhança, sendo feitas simulações nas rendas das famílias buscando estimar a renda média, o nível de pobreza e o de concentração, na presença e na ausência das rendas não-agrícolas. Os resultados obtidos demonstram, com relação à concentração, que a renda não-agrícola contribui para diminuição da concentração, reduzindo os índices de Gini e Theil. Sobre a pobreza rural, utilizando os índices FGT, tanto no caso da proporção de pobres (P0), quanto no hiato da pobreza (P1) e severidade da pobreza (P2), observa-se que as rendas não-agrícolas contribuem para redução da pobreza. Com estas informações, considera-se importante pensar em políticas públicas que estimulem a pluriatividade e/ou o acesso a rendas não-agrícolas.