dc.description | Este trabalho dedica-se a investigar, teoricamente, as razões pelas quais Theodor Adorno defende
a arte hermética, partindo de seus diagnósticos sobre os problemas centrais da modernidade. Para
alcançar este propósito, implementar-se-á uma leitura estética da indústria cultural, mostrando em
que medida a dimensão estética foi instrumentalizada e passou a servir aos propósitos da
racionalidade instrumental. Consequentemente, investigaremos como o gosto, sagrado à estética
do século XVIII, é capturado pela lógica da racionalidade instrumental. Todavia, mostrar-se-á,
igualmente, em que medida o gosto é importante para a estética e, por consequência, como
Adorno teve de proceder para mantê-lo, de algum modo. Para isso, defender-se-á a ideia de que a
sua Teoria Estética subjaz uma dialética negativa do gosto. Após compreender em que medida a
estética está a serviço da dominação e da manutenção dos sujeitos em um estado heterônomo,
passar-se-á à análise dos motivos pelos quais Adorno defenderia, segundo os elementos de sua
própria teoria, a arte hermética e em que medida. A linha que une a defesa da arte hermética, a
crítica do gosto, a leitura estética da indústria cultural e a exposição das contradições modernas é
a questão da emancipação. Mas ela será lida dentro de uma esfera privilegiada para Adorno: a
estética. Desta forma, expor-se-á em que medida a maioridade estética é um modelo de
emancipação social, assim como o seu contrário está ligado à dominação social. | |