masterThesis
A humanização na pedagogia de Paulo Freire
Registro en:
Jose Azevedo de Mendonça, Nelino; Rohr, Ferdinand. A humanização na pedagogia de Paulo Freire. 2006. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2006.
Autor
Jose Azevedo de Mendonça, Nelino
Institución
Resumen
A construção de um mundo mais justo e humanizado exige a contribuição de processos
educativos críticos e transformadores. Neste sentido, este trabalho buscou analisar o
desenvolvimento do conceito de humanização no pensamento de Paulo Freire, levando em
consideração os elementos centrais que constituem a concepção humanista em sua pedagogia.
A humanização foi tomada como categoria fundante em sua obra e esse sentido humanizador
exigiu o entendimento de como os processos educativos se estabelecem enquanto ação cultural
e, conseqüentemente, instrumento de transformação da realidade. Esta é uma pesquisa
exclusivamente teórica, que requer uma compreensão e interpretação da obra de Paulo Freire
de acordo com os objetivos estabelecidos, tendo como referência e base conceitual as correntes
filosóficas humanistas e o pensamento de autores que o influenciaram. O procedimento
metodológico se utilizou de técnicas hermenêuticas de interpretação de texto e buscou o
entendimento e a dimensão criadora nas suas múltiplas possibilidades de abertura dialógica
própria da hermenêutica. O discurso freireano vai constituindo, gradativamente, uma
concepção humanista do mundo e da vida social e incorporando várias concepções políticofilosóficas
acerca do mundo, da sociedade e do ser humano. Este aspecto faz de Freire um
pensador que não se enquadra em nenhuma corrente filosófica, mas absorve aspectos de várias
delas e, assim, vai moldando e sedimentando a sua pedagogia na perspectiva de um
pensamento libertador e humanista. Dessa forma, o humanismo de Paulo Freire passa a ser
melhor entendido na dimensão da própria dialética freireana. Isso porque a sua idéia de
existência humana se fundamenta no princípio da unidade dialética sujeito-mundo, no qual o
ser humano está histórica e culturalmente marcado. Portanto, é possível afirmar que esse
humanismo é concreto, crítico, engajado, transformador, pois se alimenta na ação-reflexão, na
práxis cotidiana de homens e mulheres que lutam pela sua libertação