doctoralThesis
Aspectos bioquímicos e fisiológicos do acúmulo de polifosfato inorgânico por Cunninghamella elegans
Registro en:
de Oliveira Franco, Luciana; Maria de Campos Takaki, Galba. Aspectos bioquímicos e fisiológicos do acúmulo de polifosfato inorgânico por Cunninghamella elegans. 2005. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2005.
Autor
de Oliveira Franco, Luciana
Institución
Resumen
O polifosfato inorgânico (PoliPi) é um homopolímero formado por unidades repetitivas
de fosfato, unidas através de ligações fosfoanidrídicas, .descoberto há mais de cem
anos. Esta molécula é ubiquitária na natureza, sugerindo o envolvimento do PoliPi em
importantes processos metabólicos celulares. Os fungos são organismos de grande
interesse prático e científico, por apresentarem grande potencial de aplicação em
várias áreas da biotecnologia. Apesar da grande importância do PoliPi a via fisiológica
de produção, assim como sua função não estão totalmente esclarecidas,
principalmente em seres eucariotos. Neste trabalho foram avaliados os aspectos
bioquímicos e fisiológicos da acumulação de PoliPi em dez amostras de
Cunninghamella elegans. Os experimentos foram realizados de acordo com um
planejamento fatorial de dois níveis (22) sem ponto central. Os resultados
obtidos demonstraram que a concentração de glicose no meio de cultura e a
temperatura de cultivo influenciam significativamente o processo de
acumulação de PoliPi. O planejamento fatorial permitiu a modelagem
matemática do acúmulo de PoliPi para cada amostra testada. C. elegans UCP
542 apresentou o maior rendimento na acumulação de PoliPi, correspondendo
a 5.77 μg de Pi/mg. Observou-se que o PoliPi é acumulado durante todas as
fases de crescimento de C. elegans, sendo a fração álcali-solúvel produzida em
maior quantidade. A atividade das fosfatases ácida e alcalina foi detectada em
todas as amostras, contudo não observou-se uma correlação com o processo
de acumulação de PoliPi. Todas as amostras de C. elegans testadas
demonstraram habilidade em acumular PoliPi, destacando-se C. elegans 542,
que demonstrou grande potencial de utilização em processos biotecnológicos