Thesis
Alterações genéticas em casais com antecedentes de aborto recorrente no primeiro trimestre da gestação
Fecha
2013Registro en:
GONÇALVES, R. O. Alterações genéticas em casais com antecedentes de aborto recorrente no primeiro trimestre da gestação. 2013. 101 f. il. Tese (Doutorado em Biotecnologia em Saúde) - Fundação Oswaldo Cruz, Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz, Salvador, 2013;
Autor
Gonçalves, Rozana Oliveira
Institución
Resumen
O abortamento é considerado um problema multifatorial, cujas principais causas
envolvidas na sua etiologia são os fatores ambientais (como exposição a
substâncias tóxicas), genéticos, anatômicos, endócrinos, imunológicos,
trombofílicos e doenças infecciosas (como toxoplasmose, rubéola). No entanto, os
fatores genéticos são atribuídos principalmente aos abortamentos de primeiro
trimestre da gestação. As alterações cromossômicas, o polimorfismo C677T, no
gene da metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR677C>T); o polimorfismo
G1691A, no gene do Fator V de Leiden (FVL1691G>A), e o polimorfismo G20210A,
no gene da protrombina (PRT20210G>A), têm sido associados a problemas
obstétricos, incluindo aborto recorrente. O objetivo deste trabalho foi investigar
associação entre as mutações relacionadas à trombofilia, presença de alterações
cromossômicas e a ocorrência de aborto espontâneo recorrente e avaliar possíveis
interações entre as referidas mutações e as alterações cromossômicas. A
casuística foi composta por 151 mulheres com história de aborto recorrente, 94
parceiros e 100 controles (mulheres sem histórico de aborto). A investigação das
mutações foi realizada pela técnica de Reação em Cadeia da Polimerase-
Polimorfismo de Tamanho de Fragmento de Restrição. As alterações
cromossômicas foram investigadas pela cariotipagem com banda–G. A frequência
das alterações cromossômicas foi de 7,3% nas mulheres com abortamento
recorrente e 1% nos controles (p=0,022), e de 2,1% nos parceiros. No entanto, a
frequência dos alelos MTHR677C>T (23% versus 22,5%), FVL1691G>A (1,5%
versus 1% ) e PRT20210G>A (1,45% versus 0%) foi similar entre casos e controles,
respectivamente. No grupo investigado, foi observada associação entre aborto
recorrente e alterações cromossômicas, mas não foi encontrada associação com os
polimorfismos gênicos investigados.